Suely Ribella agradece os amigos pela participação
desta ciranda.

Todos os amigos que deram  as mãos
e soltaram seus belos versos em mais
esta ciranda recebem gentilmente
um selo de participação.
 



Agradecemos a todos!!!

Beijos de carinhos
Anna Müller

 

 

01- Suely ribella

02- Antonio Cícero da Silva
03- Isabel Andrade 04- Marcial Salaverry
05- Antonio Maria Sá Cabral 06- Mário Osny Rosa
07- Renate Emanuele 08- Victor Sergio de Paula
09- Anna Müller 10- Monica Heinen
11- Regina Coeli 12- Arlete Piedade
13- Rogério Martins Simões 14- Muriel Elisa T. Niess Pokk
15- Pilar Casagrande 16- Cáritas Souzza
17- Sueli do Espírito Santo 18- Augusta Schimidt
19- Maria Loussa 20- Soaroir Maria de Campos
21- Domingos Alicata 22- Jorge Linhaça
23- Guida Linhares 24- Sergio Diniz Barros Guedes
25- Cristina Aceves Colibrí 26- Mifori
27- Tadeu 28- Marcos Loures
29- Humberto Rodrigues Neto 30- Luli Coutinho
31- Cássia Vicente 32- Natalia Vale
33- Tere Penhabe 34- Vitória Paterna
35- Maria Loussa 36- Teresa Cordioli
37- Luiza Benício

 

 

 

01
Cabelos brancos
Suely Ribella

Teus cabelos,
que eu não vi o tempo branquear,
são como as nuvens
nas quais vivo a sonhar...
são como a lua,
no seu intenso brilhar,
cor de prata, a me iluminar...

(Apesar dos teus cabelos brancos,
ainda me fazes suspirar...)


02
MEUS CABELOS BRANCOS
Antonio Cícero da Silva

Meus cabelos se embranqueceram
e com muita rapidez
o tempo passou super-rápido
sou da época um freguês.

Acumulo as experiências
do tempo tão curto, já passado
e com ótima coerência
vivemos entrelaçados.

Com meus cabelos brancos
que se parecem com as nuvens
hoje já ando aos trancos
que na realidade, são assim os homens.

Mas sinto-me amado
pelos filhos e esposa
e com todos abraçado
deixar-me sozinho? Ninguém ousa.

http://antoniocicerodasilva.blog.terra.com.br


03
Cabelos Brancos
Isabel Andrade

Cabelos brancos
não são sinal de velhice,
são sinal de maturidade.
são sinal de amadurecimento,
não são sinal de envelhecimento.
são sinal de que a idade
de sermos jovens vai passando
e nos vamos transformando
em seres adultos e maduros
É muito bonito um cabelo branco
um cabelo grisalho
numa cabeça contida
são sinal de vaidade.
Os cabelos brancos têm muito valor
são sinal de que a vida vivemos
com tristezas e alegrias
mas sempre por ela lutar.
Um homem de cabelo grisalho
tem muito charme,
fica com ar de senhor,
não idoso mas de maduro.
Ter-mos cabelos brancos
é o nosso destino
porque os modificar
se a idade os trás
e eles os temos que aceitar


04
QUAL SUA VERDADEIRA IDADE?
Marcial Salaverry

Que idade seu corpo tem?
E sua alma?
É esta que precisa permanecer jovem...
O corpo pode envelhecer,
mas a alma não pode envilecer...
Realmente está na alma
a sua real idade,
pois em realidade,
se o corpo envelhece,
a alma jovem permanece...
Manter o espírito jovem e sadio,
fazendo novos projetos de vida...
Vida ativa mantendo a mente malhada...
Procure viver saudavelmente,
um dia de cada vez, somente...
Pra que atropelar o trem da historia?
Nossa historia segue seu percurso,
e cada um tem o seu... ´
E não adianta discurso,
basta viver, não deixar ficar confuso
Procurar bem viver,
é o melhor a fazer...
Para que se aborrecer?
Ta certo que se aborrecer,
faz parte de nosso viver...
o que não podemos,
é deixar permanecer,
para não se entristecer...
E se o cabelo embranquecer,
o charme deve permanecer...

30/10/ 2006


05
A VELHA MESTRA
Antonio Maria S. Cabral

Curvada pelo peso dos anos, a velhinha
De cabelos brancos caminha lentamente...
Passo difícil, certamente, mas a sustinha
Aquela força invisível, aquele ânimo profundo,
Que o enfrentar das tempestades dá ao navegante
Dos mares sem deuses deste mundo!...

Parou, pensando atravessar a rua, hesitante;
Aproximei-me e, solícito, tomei-lhe a mão,
E ela se deixou levar, confiante.
No outro lado, fitou-me, e com um brilho
Novo no olhar, exclamou, sorridente:
-"Mas, Tonico! És tu, meu filho?"

Era Dona Concita, a minha mestra do primário!
Era a velha professora a lembrar-se
Quarenta anos depois - fato extraordinário! -
Do meu apelido familiar, detestável apelido,
Que o garoto de outrora abominava, mas que o homem
De hoje, agora ouvia, profundamente comovido !

São Luís - MA, 1994


06
CABELOS BRANCOS
Mário Osny Rosa

Esses cabelos brancos
É mesmo um feitiço.
Estão eles encantando
Logo desde o inicio.

Cabelos branco ou prateado
Todos ficam enredados.
No presente ou no passado
Ficam logo amarrados.

Seduzem a qualquer ente
Que fica apaixonado.
Nesse momento presente
Cabelo branco encaracolado.

São José/SC, 15 de fevereiro de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br


07
Marcas do tempo
Renate Emanuele

Não olhes para minhas mãos cansadas
Elas só marcam o tempo que eu vivi
Nem contornes as rugas que não pedi
Lembranças de lágrimas derramadas

Estas mãos denotam toda a aspereza
No esforço do trabalho que já fizeram
Lembra-te porém do carinho que deram
E quando elas te tocaram com leveza

O carinho que hoje posso te oferecer
Jamais outrora tão suaves elas seriam
Pois estas mãos que agora te acariciam
Trabalhavam desde cedo ao anoitecer

Não repares meus olhos turvos agora
Falam das alegrias dos doces amores
Na juventude foram reais primores
Que o tempo um dia levou embora

Não olhes meu andar trôpego, vagaroso
Procure neles o sinal da fé e a devoção
Pois meus joelhos dobrados em oração
Pedem também por ti ao Deus amoroso

Do viço não retenhas tua vista a falta
Que o tempo insiste em mim estampar
O que deve o teu coração contemplar
É a beleza que o próprio tempo exalta

A sabedoria que a prata no cabelo faz
Só o tempo corrido pode nos ensinar
Paciência o tempo pode acrescentar
Nos valores que nos transmitem a paz


08
CABELOS BRANCOS
Victor Sergio de Paula

O que traz o branco,
Descendo nos teus cabelos,
A hereditariedade ou a vida?


09
Reflexo do tempo
Anna Müller

Ao olhar o espelho;
os primeiros grisalhos...
os olhos cansados...
a pele mais fina...

marcas do tempo.

Recordações
de louros fios,
de olhos pequenos,
da pele macia...

marcas da vida.

Expressão cansada
dos anos vividos...
nas rugas perpétuas,
nos vincos dos lábios...
vida...demarcada...

marcas do tempo.

Ao olhar o espelho;
os grisalhos pintados...
os olhos delineados...
a base, o batom.

tempo da vida.


10
Os Cabelos Brancos
Monica Heinen

Na inocência da vida
Aprendi oque é bom ou ruim
E em cada momento vivido
Deixei um pedaço de mim

Mas como tudo na vida,
Eu também comecei do zero
Descordei de suas palavras
E ensinamentos sinceros

Fui seguindo meu caminho
Nem lembrei-me de você
nem das coisas que me disse...
"disto eu não queria saber!"

Hoje, meu corpo marcado
Meu peito doído, cansado...
Me faz relembrar suas palavras,
Que eu deixei no passado.

Os meu cabelos brancos
Me fazem agora entender
Que tudo o que você me disse
Um dia eu iria viver.

Assim como você
Vou passar meus ensinamentos
Baseados na verdade
Nas dores e contentamentos

Vou contar dos cabelos brancos...
Da magia que ele tem...
Vou contar que antes de tudo
Eles eram "Grisalhos" também!


11
Cabelos Brancos
Regina Coeli Rebelo Rocha (RJ)

O tempo passa...
Deixa marcas imutáveis,
apenas disfarçáveis...
No espelho das recordações,
no balanço do que foi bom e dos senões,
deixa vestígios e sinais
dos bons ventos e dos vendavais,
das velas rasgadas e das recuperadas
por conta das batalhas travadas...

O tempo passa...
Deixa rugas na face sem qualquer disfarce...
Por ali ele passou, construiu canais, sublimou
a dor escorrida, na chegada e na partida,
ventou fresca aragem ou ventania
sobre os rostos a cada dia...

O tempo passa...
Leva com ele as cores,
carrega com ele os vigores,
embaraça cabelos num gesto audaz
e derrama sobre eles a tinta branca da Paz...
Os cabelos, a moldura do rosto,
assistem ao prazer e ao desgosto
dos que vêem ficar pra trás seus tons coloridos,
para se embranquecerem em meio a sorrisos e gemidos...

O tempo passa...
Às vezes, leva os cabelos embora...
Tranca a porta e deixa do lado de fora
a busca incessante de não se deixar
cair nas malhas do longínquo a se avizinhar...
Entre tintas, acertos e procuras, entre aceitações e loucuras,
os cabelos vão embranquecendo,
alheios aos coloridos forçados que chegam gemendo...

Cabelos brancos...
Repudiados por uns, bem aceitos por alguns...
Ausência de pigmento, beleza no esmaecimento...

Mecha de claridade que avança sobre a vaidade,
trocando as aquarelas de pintar
pelos raios embranquecidos do luar...

Meus cabelos brancos...
... Fazem em mim um colorido natural
do que se repete, mas não é igual...
... Moldura desenhada pelo Senhor Tempo,
Pintor de todos os momentos...
... São pra mim o sentimento de resgate das horas e dos minutos,
das mentiras e das verdades numa experiência que não tem idade,
que não tem noite nem dia,
e que os pincelou com o branco da ousadia!...

Cartas de alforria
Escritos de Regina Coeli


12
Até sermos velhinhos!
Arlete Piedade

Quero sempre a teu lado caminhar,
ver o ocaso dourando teus cabelos,
com o meu carinho para te amparar,
e meus poemas de versos, singelos!

Quero ser tua companheira desejada,
plena de doces momentos partilhados,
para sempre tua querida, a tua amada,
beijando teus negros olhos cansados!

E quando formos os dois, já velhinhos
e os pés se arrastaram p'los caminhos,
lembraremos com ternura, nosso amor...

olharei tua cabeça de neve enfeitada,
beijarás minha face mesmo enrugada,
e no jardim, cuidaremos a nossa flor!

Fada das Letras
www.mundopoeta.net/fadadasletras


13
OS ANOS CORREM!
Rogério Martins Simões

Os anos correm!
O tempo passa…Lentamente,
Mas passa…
E quando vamos na pressa,
Vemos sem graça,
Que o tempo passa depressa.

Ontem fui menino!
Era noite, já era adulto!
Percorri o meu destino
Pois o passado já foi muito!

Oh! Como os meus cabelos mudaram!
Oh! Como o meu rosto crispou!
Como as minhas lágrimas choraram!
E a minha juventude me deixou!

Que importa se já sofri
A quem importa o que já chorei
Pois sempre eu me esqueci,
De mim, e tão