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A Arte De
Amar À
Distância
Andréa Borba
Pinheiro
Quando olho
a sua foto,
lembro dos
momentos
bons,
dos beijos
que sonhamos
beijar,
dos abraços
que sonhamos
abraçar...
Lembro do
você a todo
o momento...
Lembro de
você a todo
vão
segundo...
Que passa
como uma
eternidade,
sem você no
meu mundo.
O céu não
tem mais
razão para
estar
azul...
Nem o sol,
para
brilhar...
Aliás, já me
acostumei
com os dias
frios do
Sul...
E não há
nada que me
esquente...
Nem o
chocolate
quente...
Nem o café
recuperante...
Nem o chá
aconchegante...
Só você pode
me
esquentar.
Considere
isso uma
honra!
E venha me
abraçar
logo!
Antes que eu
perca a
paciência...!
Meus lábios
são só
teus!!!!
Tento
encontrar-te
em outros
olhos,
outros
braços e
outras
bocas,
mas és único
para o meu
coração...
E
diferentemente
das outras
vezes,
ele não está
cego...
Está
simplesmente
apaixonado...
Enamorado
sem
enamorar-se...
Buscando
algo que
nunca
chega...
E que,
provavelmente,
não chegue
jamais...
Minha face
no espelho,
não nega a
tristeza ao
perceber,
que ao meu
lado, na
imagem,
só há a
banheira,
cuja água
começa a
encher...
Você deveria
refletir no
espelho
também!
Enfim...
Deito-me
despreocupadamente
na água.
Fecho os
olhos, e
tento
esquecer...
De você, e
de tudo.
É claro e
óbvio que
não
consigo...
Porque amor
a gente ama
e ponto.
E minha
memória,
infelizmente,
é de
elefante...
Vê uma vez e
não esquece.
Ama uma vez,
e nunca
deixa de
amar.
Gosta uma
vez, e nunca
vem a
desgostar.
Beija uma
vez, e mesmo
que em
silêncio,
continua a
beijar, a
sua foto no
criado
mudo...
Pois tu te
foste... |