Hoje sabemos que uma das maiores crueldades assistidas, é a de crimes contra as crianças, que em meio a assaltos, são vítimas da insanidade dos que são difíceis serem chamados de "gente" e, essa gente continuar impune em seus crimes.

MÁRTIR DOS TEMPOS MODERNOS. Nossas crianças terão de serem lembradas como mártires dessa hediondade toda que cerca tantos pais e familiares marcados pela atrocidade humana.

Mário Osny e o cirandas de letras agradecem a participação dos queridos amigos e oferecem o selo de participação:





Um beijo de carinho a todos.

Anna Müller

 

 

 

01- Mário Osny Rosa 02- Antonio Cícero da Silva
03- Renate Emanuele 04- Humberto Rodrigues Neto
05- Sueli do Espírito Santo 06- Regina Bertoccelli
07- Sérgio Diniz Barros Guedes 08- José Luis Rolán
09- Cristina Aceves Colibri 10- Margaret Pelicano
11- Jacques Levin 12- Maria Loussa

 

 

 

01
MÁRTIR DOS TEMPOS MODERNOS
Mário Osny Rosa

Para o paraíso eterno
Logo partiste como mártir.
Desses tempos modernos
Que mais parece um inferno.

Chegaste como herói
Num momento de tristeza.
Como sabemos que dói
Deixar essa beleza.

Vendo o Cristo Redentor
E o povo a abençoar.
Mande sua benção de amor
Lá do alto a olhar.

Seja o nosso protetor
Transforma os corações.
Com todo esse terror
Em momento de atenção.

São José/SC, 15 de fevereiro de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br


02
TRISTE REALIDADE
Antonio Cícero da Silva

A realidade é triste
Tendo em vista ao que acontece
O perigo terrível persiste
E muitas vidas desaparecem.

Mesmo que em tempos modernos
Mas a situação é crítica
O mundo se fecha, como no inverno
E muitas vidas são banidas.

Já não se respeita a vida ou idade
Ceifam velhos e crianças
E usando a maldade
Até surge a terrível ânsia.

Estamos em tempos difíceis
Faz medo sairmos as ruas
Não se respeita a criação de Deus
Já não se valoriza mais a vida.

Até quando isso?
Ainda bem, que existe o Criador
Que não usa o desperdício
E sustenta as almas com amor.


 

03
UMA HISTÓRIA BANAL DA VIDA FÁCIL
Crônica escrita por Renate Emanuele

Vou contar a vocês uma história, comum nos dias de hoje, e que, muitos de vocês desconhecem a realidade.
Trabalhando como assistente social, fazendo parte da diretoria de uma entidade, tive o desprazer de conhecer um mundo o qual muito fez sofrer a minh'alma.

As mulheres de rua da Praça da Luz

Lá, nesta casa onde oferecia-se, banho, a oportunidade de roupa lavada, uma refeição diária, remédios, preservativos inclusive, ensinava-se algumas prendas como elaboração de trabalhos manuais, os quais muito poucas tinham a capacidade e fazer algo aproveitável.
Um dia com uma menina mirrada em meu colo, nove anos, corpinho franzino, perguntei o que ela fazia ali.
"Estou com minha mãe"... Dizia ela.
Assustada com o fato de uma mãe ter levado a menina para aquele lugar fétido, nojento, continuei assim mesmo indagando o porquê de uma menina naquele lugar.
Vim a saber que a "menina", aquela criança em meu colo, era também uma prostituta como todas as outras mulheres, moças e mulheres ali presentes.
Meu coração de mãe estava despedaçado ao ver aqueles olhos que deveriam conter a inocência, já contaminados com a maldade do mundo.
Perguntei a mãe porque ela levava a sua própria filha para esta vida, pois no meu entendimento, Mãe, é o ser que nesta vida nos acarinha, nos ajuda a crescer, viver, nos protege do mal do mundo, nos orienta, e naquele momento percebi que isto ali, era somente uma demagogia, pois a mãe desta pobre menina, como todas as outras, que por este mundo se multiplicam, me disse:-
"Eu quando deito com um homem, eles me pagam a mísera quantia de um real e à ela pagam dois"...
 

 

04
Mães de Excepcionais

Humberto Rodrigues Neto

Nos longos vãos dos corredores, ou nos bancos
lá da AACD, mães fatigadas, mas serenas,
ao peito arrimam, sejam claras ou morenas,
míseros filhos, mutilados, tortos, mancos!

Precoces rugas pela face... alguns fios brancos
entre os cabelos, não refletem mais que amenas
e leves provas ante as mudas e árduas penas
de ver um filho se arrastando aos solavancos!

Mas em nenhuma, cujo filho é a inglória palma,
a gente nota um leve ar de oculto pranto,
mesmo um gemido a perturbar-lhe a altiva calma!

É que aos pequenos deficientes Deus quer tanto.
que os não confia a quem não traga dentro d'alma
o amor sem termo que há num mártir ou num santo!


05
MÁRTIRES DE HOJE
Sueli do Espírito Santo

Diante de tamanha covardia
os mártires de hoje em dia
podem ser qualquer um
mesmo uma ingênua criança
a crueldade ataca e alcança
não há mais respeito algum

O que se vê é só negligência
no combate a essa violência
que tem matado os inocentes
atingidas a esmo, de surpresa
por humanos de bárbara vileza
seres irracionais e inconscientes

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br


06
LAMENTO
Regina Bertoccelli

Ah, quanta tristeza, quanta dor ao ver
você, pequena criança, com seu rosto angelical,
mas inexpressivo, perdida pelos caminhos da vida
Olhos tristes, sem brilho, que se fixam no horizonte,
na esperança vã de ser tratada
como ser humano, com dignidade e respeito
Anseios e sonhos apagados,
risos contidos, mãos vazias e pés descalços,
mas esperançosos em sua luta por
um pequeno espaço neste mundo tão grande,
mas cheio de injustiças e diferenças
Uma realidade lamentável que aperta meu coração,
inundando-o de tristeza e angústia
Que Deus derrame suas bençãos sobre essas
pobres criaturas e ilumine o coração dos insensatos
Que assim se faça!


07
MEGATENDÊNCIAS
Sérgio Diniz Barros Guedes

Flutua a guitarra
nas mãos de quem atua,
atravessando as carnes
no relâmpago musical
que pousa nos ouvidos
do modismo,
celeiro dos olhos brilhantes,
circulando no vazio
da viagem na jornada,
onde sonha o desejo
de mastigar o desconhecido
por nada...

sguedes@hcpa.ufrgs.br
http://br.geocities.com/sdbguedes


08
A que juega la iglesia
José Luis Rolán

Cuando hay buena voluntad
El camino se endereza,
Todo vuelve a su cauce natural
Los peces vuelven a nadar en aguas tranquilas.

En este gran acuario del Vaticano,
Parece sólo haber tiburones
De color cardenal.
Sitio donde se dice mucho y se hace muy poco.

Por mucho que la sociedad reclame…
Hay quien viste sotanas oscuras
Como el color de la pediastria,
Sólo veras miradas crudas, de durezas
Y nada más.

Es que ni caso hacen, ni a ti, ni a mí
Y mucho menos a la sociedad,
Se creen los reyes del trono
Que Jesús en la tierra dejó,
Reino de justicia y bondad
Hoy transformado por ellos
En un bacanal.

Luego se lamentan que la cristiandad
Esta disminuyendo,
Que las chozas van quedando vacías,
Que las arcas están descendiendo,
¡Arcas del pueblo!
Administradas por terratenientes herejes.

Es que no hay peor ciego
Que aquel que no quiere ver.
Nos quieren imponer hasta como comer.
La población pasa hambre,
Mientras todos ellos se dan unos
Banquetes de puta madre.

A que juega la iglesia…
Qué hasta reporteros compra,
Periódicos controla.
Parece que tanto le da que haya guerras,
Que el sida avance,
Porque según ellos ni el condón
Se puede usar.
“Es preferible morirse de Sida
Antes que protegerse”.

Tantos requerimientos para poderte casar,
Que si la partida de nacimiento,
Que si el bautizo,
Que si la confirmación,
Que si los santos sacramentos,
Que si los responsos, etc. etc.

El mismo Dios es el autor del matrimonio
Según está escrito en el Concilio Vaticano II,
Dios creo al hombre y a la mujer
Y los llamo Amor.

Esa es la palabra clave, Amor.
Que se impone entre dos seres que se aman.
Por la cual no hacen falta, ni contratos
Ni sacramentos.

¡Ay!, y si te casas por lo Civil
Entonces si que la cagaste,
Estas casado pero no estas casado,
No ves que no has pasado por la Vicaria,
Ni te has confesado, ni has comulgado,
Y claro, no has hecho el pago...
El confesor queda mosqueado
Por no saber el rollo del porqué
Por la iglesia no te has desposado.

Por todo esto y mucho más
Seguiré siendo cristiano,
Pero sin creer en los inquilinos de la iglesia,
Que solo ven en mí,
Una forma de mejor vivir.


09
Mártir de tiempos modernos
Cristina Aceves Colibrí

Por las calles vocea el papelerito,
vendiendo su periódico del día,
sediento, y con hambre su agonía
se ensaña en ese pobre muchachito.

Sin hogar y explotado va solito,
sintiendo el alma de calor vacía,
ya no queda de el, su lucha bravía;
de su gran fe se apago el farolito.

El es mártir de los tiempos modernos,
sin destino vagara hasta morir,
al tener por familia un explotador.

Su niñez pasa en penosos infiernos;
Por piedad pide...Dejar de existir!
con grito de dolor desgarrador!


10
QUANDO NADA MAIS NOS RESTAR
Margaret Pelicano

Quando no mundo nada mais nos restar,
no desespero da solidão,
eternizar-se-ão as lições de amor de Jesus...
Se sobram drogas, resta-nos a compreensão
de Maria, e carregar a cruz!
Ao não se conseguir aniquilar as guerras,
ficarão as lições de paz e bem de São Francisco!
Ao trocar-se a palavra alegria pela
beleza do dinheiro...
...ainda haverá pequenos ciscos espalhados
pelo do planeta - são os ufanistas!
Quando, enfim, o ser humano perder
definitivamente o valor de si e do outro...
coitados dos seres vivos...
E quando nada mais houver de belo,
nem uma semente, nem um carvalho, nem um bicho...

Quando nada mais tiver jeito...
ah! meu Deus... ainda viverão,
ou as obras,
ou os artistas!


11
Você teria coragem?
Jacques Levin

Você teria coragem
De derrubar uma árvore,
De sacrificar um carneiro,
De jogar coco
Nas águas limpas
Do mar-oceano?

Você não faz
porque é bonzinho,
Mas alguém faz
Por você.

Você teria coragem
De expulsar gente da terra,
De tocar fogo em mendigos,
De trazer escravos da África?

Você não faz
porque é decente,
Mas alguém
Faz por você.

Você teria coragem
De perseguir marginais
De metralhar inimigos,
De jogar bombas em cidades?

Você não faz
porque é da paz,
Mas alguém
Faz em seu nome.

Você teria coragem
De promover o desemprego,
De aumentar os impostos,
De jogar pessoas na clandestinidade?

Você não faz
porque não é poderoso,
Mas alguém
Faz por você.

Porque a humanidade
é assim:
Um fogo de brasas baças,
Que queima
Sem iluminar
E mancha a todos,
E toca a todos,
E a todos vai
Queimar.

Você teria coragem
De ser carrasco,
De executar o bandido,
cortar a sua cabeça,
Disparar o fuzil,
Passar a corda no pescoço,
Injetar nas veias o veneno letal?

Você não faz
porque não tem maus bofes.
Mas alguém faz por você,
E recebe salário,
E dorme tranqüilo com o dever cumprido.

Porque a humanidade é assim,
Um conjunto desconjuntado,
Em que cada um faz o que lhe parece direito
Ou o que o mandam fazer.

Você teria coragem
De morrer sem morrer,
Renunciar, dar a outra face,
Abrir mão, doar o seu tempo à terra,
Dividir as suas posses,
E possessões e ganâncias,
Sem olhar para trás?

Você não o faz,
E isso ninguém fará por você.
Porque a humanidade é assim,
Conjunto de bocas e de olhos,
Estômagos insaciáveis,
Voraz voracidade,
Feroz ferocidade,
Veraz veracidade,
Cidades e campos fatais.

E os homens são assim,
Entre o ódio e a santidade,
São a possibilidade
De felicidade.

Publicado no Recanto das Letras em 22/08/2006
Código do texto: T222891

 

12
O PEQUENO GRANDE MARTIR
Maria Loussa

Partiste, tão cedo para a eternidade,
Deixando uma tristeza imensa
Vítima de uma atrocidade
De um ser humano sem crença.

A maldade contínua, persiste
Vidas desaparecem
Por que a impunidade existe
E as famílias padecem.

Como é difícil para os pais
Enfrentar essa dura realidade
Certamente eles jamais
Esquecerão essa saudade!

Goiânia-Goiás