Pelas mãos da poetisa Jandira Melo de Almeida,
chegou ao Cirandas de Letras a Ciranda:

"MEDO"

Um sentimento que é impossível de não ser sentido.
Mas existem medos de vários sentires.

O cirandas de Letras oferece aos participantes
o selo de participação e a todos os amigos
a edição do e-book.

 

***

 



Foi um prazer tê-los conosco.

Abraços de carinhos
Anna Müller
cirandas de Letras

 

 

 

01. Jandira Melo de Almeira 02. Jorge Linhaça
03. Bernardino Matos 04. Maria Regina Moura Ribeiro
05. Joyce Lu@zul 06. Luiza Benício
07. Helô Abreu 08. Mário Osny Rosa
09. Célia Jardim 10. Giovanni Leandro
11. Aurea Pinto de Miranda 12. José Ernesto Ferraresso
13. Nelim Monti 14. Lúcio Reis
15. Tarcísio Ribeiro Costa 16. Joaquim Sustelo
17. Mifori 18. Muriel Elisa Távora Niess Pokk
19. Gildete Vieira 20. Anna Müller
21. Cássia Vicente 22. Guida Linhares
23. Luiza Porto 24. Lívia Garcia
25. Teresa Cordioli 26. Hermes José Novakoski
27. Pepita Benetti 28. Sérgio Diniz Barros Guedes
29- Cáritas Souzza 30- Marcia Jac
31. Sandra Lúcia Ceccon Perazzo 32. faffi/Silvia Giovatto
33. Sá de Freitas 34. Nelson
35. Ilka Bosse 36. Miriam Fuentes
37. Marise Ribeiro 38. Wilson de O.Carvalho
39. Mercilia Rodrigues 40. Carlos Magno Ferreira Campos
41. Emiele 42. Rogério Simões
43. Antonio Cícero da Silva 44. Reinadi Rodrigues Sampaio
45. Tere Penhabe 46. Maria Loussa
47. Gislaine Canales 48. Marcos Milhazes***
49. Armando Sousa 50. Eda Carneiro da Rocha
51. Tobias Marques Sampaio 52. Miriam Jucá
53. Iracema Zanetti 54. Jeane Maurien do Amarante
55. Socorrinho castro/florzinha 56. Iza Mota
57. Leda Galvão 58. Luiz Poeta
59. Márcia Rosalli-estrela44 60. Marcos Loures
61. S. Holtz 62. Margaret Pelicano
63. Naidaterra 64. neidehanf
65. Humberto Rodrigues Neto 66. Raquel Caminha - Lindinha
67. Sueli do Espírito Santo 68. Cristina Aceves colibri
69. Floreny Avila Ribeiro 70. @liosh@**/CIG@N@**

 

 

1.
MEDO
Jandira Mello de Almeida Cahet

O medo nasce conosco
Vindos de úteros escuros,
Para em um mundo tosco
Ah! minha mãe, tua mão eu seguro.

Escondemo-nos no amor
Um deslumbrante sentimento
E da vida administrador
Quando nos fornece acalento

O amor é primo da morte
Por isso nós sentimos medo
Um medo de não ter a sorte
E por não ser um rochedo

Quando o amor faltou: Trovejou
E veio a harmonia do medo
O medo da noite tropeçou
No meu semblante tão cedo.

***

2.
Nossos Medos
Jorge Linhaça

Sofremos de muitos medos
colhemos espinhos nas rosas
purgamos em verso e prosa
dos corações os segredos

Se o amor do medo é primo
andando juntos, mão dadas
como seguir essa estrada
a temer não ter o arrimo?

O medo que nos envolve
é o fruto de mil passados
sofrimentos, dor e pecados

que noss'alma revolvem
deixando desfigurado
o amor que nos consome.
Já tive medo de alma,
de dormir só no escuro,
me fizeram inseguro,
minha infância não foi calma.

***

3.
MEDOS!
Bernardino Matos.

'Boi, boi ,boi da cara preta",
uma cruel ameaça,
uma canção de trapaça,
medo em forma de careta.

O medo era o argumento,
pra proteger da amargura,
de uma vida insegura,
era do amor um lamento.

Crescemos temendo a morte,
o temor de ficar pobre,
de no amor não ter sorte.

O medo do desemprego,
da solidão na velhice,
termina no aconchego

Fortaleza, 03/03/07

***

4.
MEDO INFUNDADO
Maria Regina Moura Ribeiro
São Paulo, 5 de março de 2007

Dei meu último grito de rebeldia
quando ainda era criança,
o meu derradeiro e abafado soluço
aconteceu na adolescência.
Depois disso nada de policiamentos
e medos infundados.
Hoje, nada mais me atormenta,
resolvo tudo na hora certa.
Ser mãe me deu uma coragem
dantes nunca imaginada
e defendo minhas crias
a qualquer hora e sem medo de nada.
Mesmo assim, eu tenho receio por elas.
Coisas de mãe, por certo!
Não quero que sofram,
que se acidentem e nem que se magoem.
Como se isto fosse possível!
E olha, de novo, o medo infundado...

***

5.
MEDO...MEDO! MEDO?
Joyce-Lu@zul

Medo... de arriscar
Medo.... de falar
Medo... de querer
Medo.... de sofrer
Medo.... de ferir
Medo.... de partir
Medo...de saber
Medo... de fazer
Medo.... de amar
Medo... de (des)amar
Medo... de assumir
Medo... de sumir
Medo...
Medo!...
Medo?...

Porto Alegre, 03/03/2007

***

6.
MEU MEDO
Luiza Benício

Meu medo é na dor
Na insegurança
Na aflição!

Tenho medo de mim
de errar,
de temer,
de fugir quando devo assumir!

Tenho medo do meu EU
do teu.
do seu,
do desconhecido,
do agressor,
do ladrão,
da justiça, tão injusta,
dos que julgam a Nação!

Tenho medo de perder,
Tenho medo de ganhar
Tenho medo de viver
Tenho medo de morrer!

Tenho medo de guerras
Tenho medo da Paz
da Paz dos homens falsos
que falam de guerra e paz
como se fossem sinônimas
palavras p'ra eles iguais!

Luíza Soares Benício de Moraes
improviso em 07.03.2007.
Recife-PE

***

7.
Medo de ti Perder
Helô Abreu

Já não sinto mais o medo
De perder o poder de amar
De agir pelo que sinto
De apenas saber, sem pestanejar
E foi graças a ti, eu asseguro
Que me tornaste melhor
Que a cada dia me transformo
E me vejo admitir a felicidade como um recheio
De mim
E do que sou capaz de tocar
Tu me libertaste de aflições
me perpetraste companhia
Tu conquistaras meu cuidado e dedicação,
Meu carinho sincero,
me desvendaste a verdadeira razão.
E, mesmo sem querer,
me fizestes apaixonar-me por ti
Te me tornaste mais forte;
Real.
Corajosa e sonhadora...
Deste-me a mão
e o corpo inteiro
E, assim, me apercebi que já não possuo
mais o medo de errar.
Fizestes em mim reviver
O que havia aqui de mais singelo
E não nego-te
O tranquilo sentimento
que aperta e envolve
que dispara e me acalma
que ri e que chora
que intenciona te amar
Deito-me aqui, envergonhada
E o pensamento aflora por horas longe
Perto de ti, de teu cheiro e tua graça
- Se me conforto em teus braços
Se me perco em teus passos
Se te quero aos maços
Se te pego uns amassos
Ah, quero-te cada vez mais

***

8.
ESSE MEDO
Mário Osny Rosa

Não tive medo de nascer
Numa época melindrosa.
Só falavam que ia morrer
Que coisa indecorosa.

Isso já faz muito tempo
Desse mal de arremedo.
De todo esse dês-tempo
De nada eu tive medo.

Quem mesmo tiver medo
Nem conte para ninguém.
Guarde isso em segredo
Nem para o seu bem.

São José/SC, 7 de março de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br

***

9.
MEU MEDO
Célia Jardim

Tenho medo da mentira
tenho medo da dor
tenho medo da doença
tenho medo do desamor
tenho medo da fome
tenho medo do frio
tenho medo da descrença
tenho medo da omissão
tenho medo da decepção
Tenho medo
Medo que a mentira
se una a dor
e se transformem numa doença
Medo que o desamor
esqueça a fome
não sinta o frio
deixando que a descrença
fortaleça a omissão
e seja ainda maior
a minha decepção

***

10.
MEDO!!!
Giovanni Leandro

É tanto amor neste coração por você!
Mas também um certo medo de perder.
Medo do tamanho deste sentimento.
Medo que corrói a alma.
Medo da profundidade do meu envolvimento.
Medo da nossa relação morrer.
Não sinto insegurança, eu nem sei dizer.
Não é falta de confiança,
pois você esta sendo meu porto seguro.
O que sinto se traduz num medo...
Medo de repente não ter mais você,
de num simples passe de mágica
você sumir.
Talvez seja um mal de quem tem muito amor,
ou quem sabe um pressentimento ruim.
Meu medo é o medo da dor,
medo do fim, medo de não a ver mais,
medo de ser um passageiro
neste mundo a vagar.
Mas não quero mais pensar em sofrer,
muito menos por antecedência.
Nem vou deixar de te amar e nem de me envolver.
Meu medo é razão de muito amar.
Medo de quem muito se dá.
Mas se para te amar eu preciso temer,
meu amor, irei com medo até morrer.

***

11.
MEDO OU CORAGEM?
Aurea Pinto de Miranda

Não sei de que maneira se reciclam vidas
Nem sei com que propósito refaz-se a minha,
porque sei que ao viver as horas da noitinha,
nada me lembra das manhãs acontecidas.

Em as vezes me questiono, em mornas ladainhas:
Onde estive? Quem sou? Que fiz? – e vou à lida
de ancorar-me nos velhos pontos de partida,
para identificar se vivo de entrelinhas

ou de frases pontuais: um exercício fútil,
enfadonho, vulgar – e, além de tudo, inútil,
pois nada me acrescenta no que mais preciso:

saber se é medo o que me afasta do passado
ou coragem de ir cega a um futuro atrelado
na simples presunção de achar o paraíso.

Porto Alegre, 07/03/07

***

12.
Medo da Noite
José Ernesto Ferraresso

Chega a noite e com ela a luz do luar,
Mistérios que pairam no ar,
Este contraste me faz imaginar,
A saudade, as lembranças de algum lugar.

A noite é triste, escura e melancólica,
Mostra mistérios e até forma imagens nebulosas,
Naquela magia numa noite misteriosa.

Quero senti-la perto de mim,
Tenho medo, mas tenho de aceitar,
Pois sei que mais cedo ou mais tarde,
Ela vai acontecer e vai chegar.

Serra Negra
21/01/2007

***

13.
Medo de Mim
Nelim Monti

Quem pode entender esse meu medo
Medo solene...
Da noite escura, povoadas
de fantasmas do passado
Que ficam adormecidos
Esperando o sono chegar
Para com o pesadelo poder assustar
A você e a mim.

Quem pode entender esse meu medo
Medo...da perda
Dos entes queridos
que voam mais alto
em busca de um vôo maior.

Quem pode entender esse meu medo
Medo...da partida
Porque aqueles que partem
Em outra parte buscam os sonhos realizar

Quem pode entender esse meu medo.
Medo...da despedida
Deixando um precioso fardo
Olhando um lenço branco acenando
se perdendo
E mãos postas orando.

Quem pode entender esse meu medo
Medo... do medo de te perder
Querendo a posse de algo que um dia se desfaz
Ninguém pertence a ninguém
Somos almas livres a voar.

Porém na verdade, o meu maior medo
É ter medo de mim.
Do apego que tenho pelos seres
que cruzam meu caminho
Mesmo sabendo que esse é o maior pecado
Julgando e pensando ser tudo perene.
24/11/2004

***

14.
Medo
Lúcio Reis

Nada me amedronta
A covardia sim me afronta
De que tem o poder à mão
E sequer olha para o chão
Não tenho medo de nada
Pois estou no rol de amigos
Do Nazareno, Deus da criação
Temo, como humano que sou
Cometer desatinos e Dele merecer recriminação
Mas pensando de outro modo
Ah! Tenho medo sim, e me importo
Até quase esquecia-me de falar
De sem querer ferir e matar
As amizades conquistadas em cada porto
Lembrei-me de outro medo
E que me acompanha desde cedo
De intrigas e maledicências
Que causam situações de reais indecências
Tenho medo dos fracos e tolos
Aqueles que não tentam subir
Mas querem sim, te ver rolar escada abaixo
E testemunhar teu sucesso no escracho
E com prazer, se esborrachar de rir
Tenho medo portanto da mediocridade
E quando acima disse não tenho medo
Não é uma contradição
É que me dei conta que sou de Deus
Filho e portanto obra de Sua criação
Sou então, humano, logo, cheio de imperfeição

08/03/07

***

15.
Medo...
Tarcísio R. Costa

O medo da verdade me aterroriza
Interioriza-se na minha alma...
O terror me tira a calma,
Principalmente, ao lembrar do fim...

Nada é concreto, sem definição,
Sinto-me aturdido,
Nesse caminhar, perdido...

O medo me perturba
Nas noites e nos dias,
Parece que pregar o amor,
Transformou-se em fantasias,
Cadê a verdade, a sua fonte?
Quem souber, aponte!

Nasce-se, pela lógica, para viver,
Viver como quando, quanto tempo,
Se se vive para morrer!

E depois, o que é o fim?
Pensando assim,
Tudo é evasivo,
Cheio de contradições...

Misturam-se alegria e a dor,
Convivem o ódio e o amor,
É um emaranhado, uma confusão!

Nos púlpitos das religiões,
Ainda se prega que morrer é normal,
Ensinam-nos as orações,
Para se atingir a paz e o amor...

Pode ter alguma coerência,
Comenta-se sobre a violência,
Fala-se em bem-estar social,
Vejo que tudo vai mal...

Nesse permanente arremedo
Sem concreta solução,
Invade-me o medo...
Já não sei onde está o amor,
Peço, então, a presença do Criador

Nada mais é ledo,
Sinto-me sob ameaça,
invade-me o medo,
principalmente,
do fim....

***

16.
MEDOS...
Joaquim Sustelo
(em UM POUCO DE SOL)

Lá na caverna
Desses meus medos
Tenho segredos
E tudo hiberna

Como em degredo
Eles lá estão...
(Funda prisão
Que guarda o medo
E o segredo
No coração!...)

Não tenho medo
Da noite escura
Dessa loucura
De almas perdidas

Nunca fantasma
Me amedrontou
Nada me pasma
De suas vidas

- Que tenha medo
Quem os criou!

Não tenho medo
Nem de gigantes
Isso era dantes
Todo esse enredo...

Não tenho medo
Nem de morrer
Que isso vai ser
Mais tarde ou cedo...

Mas um segredo
Que há lá guardado
Pobre coitado
Eu lhe concedo

Esse direito
De vir à tona...
Minha alma (dona)
Faz esse jeito...

Esse segredo
Vou-to dizer
(Ou tarde ou cedo
Tinha de ser...)

- Ele é o medo
De te perder!

***

17.
TIVE MEDO
Mifori

"Quero conhecer o mundo com você!"
Assim que tracei metas e objetivos,
Tive medo e senti um grande tremor.
Ao rever a minha vida e minha trajetória
Conclui que medo se vence com o amor!

Resolvi concretizar os meus sonhos!
Dominar meus medos enfadonhos!
Lembrei-me que tive medo de nascer,
Tive medo de andar, de ouvir, de falar.
Mas aprendi caminhar, saltar e correr!

Lembrei-me que tive medo de crescer,
De fazer amigos, de ir à escola, de agir!
Mas aprendi com a vida que pude viver!
Como é bom ouvir vozes, sons, sorrir,
Ajudar as pessoas, ensinar e cantar!

Lembrei-me que tive medo de no trabalho,
De ser humilhado, fraquejar ou ser exaltado!
Tive medo de não ser aceito pelo grupo,
De não encontrar fórmulas ou atalhos,
Para os desafios, com os meus trejeitos!

Tive medo de me doar, de construir um lar,
De errar ao educar meus filhos para a vida!
Mas, aprendi com a vida, que ela nos ensina
A viver alegre, sem sofrimento e sem dor!
Banimos o medo se o trocamos pelo amor!

Pensamento: "Se tive medo de nascer,
aprendi com a vida, a viver feliz, sem
medo de morrer” (Mifori)

***

18.

Medo...
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Outrora fui guerreira valente.
O medo, com audácia enfrentei.
Plantei do amor a semente
Pelos caminhos, que andei.

Minha espada era a fé,
Só a Deus eu temia.
Arrostei a cavalo e a pé
Sozinha, sem companhia.

Guerreei corajosamente,
Por todos os meus ideais,
A favor do deficiente,
Para que tivessem direitos iguais.

Hoje que me tornei uma senhora,
Muitos receios tomaram conta de mim,
Sinto temores, a toda hora,
O medo me venceu, enfim.

Registrado em Cartório

***

19.

Medo
Gildete Vieira

Do amanhã
Da perda
Violência...
Do desconhecido.

Das promessas
Não cumpridas.
Das garras da inveja
Dos falsos amigos.

Medo da dor
Do amor não
Correspondido.

Da covardia do
Próprio ser humano.
Medo que me angustia.

Natal, 10/03/2007.

***

20.

Vida e morte
Anna Müller

Tenho medo do ar que respiro...
da água que bebo,
do tomate e do pepino que como.
Tenho medo do leite da vaca
que já foi louca...
hoje talvez, doida enrustida.
Tenho medo do xixi dos ratos,
do coco dos pombos,
da garra dos gatos...
Tenho medo do cão treinado,
do homem armado pela tecnologia.
Tenho medo da língua maldita,
da falsidade atrás do sorriso,
do olhar meigo da traíra.
Da palavra honesta que
não passa de mentira...
Tenho medo do remédio,
do médico que não é médico,
Medo da protelação daquilo
que não cura, mas mata aos poucos...
Medo de carro de bêbado que
mata mais que arma em mão de bandido.
Tenho medo da raiva e do ódio
que usa o pensamento como arma...
Medo da ilimitação,
da ganância,
do poder absoluto...
medo da criança revoltada
que foge de casa
e tenta matar a revolta
cheirando cola.
Tenho medo do psicólogo
que não sabe de si próprio
e pensa que sabe dos outros.
Tenho medo da chuva
que um dia tornar-se-á ácido,
Tenho medo do escuro que
cospe para fora os meus medos,
Medo do silêncio profundo
que carrega consigo a solidão,
medo do vazio de mãos dadas
com a loucura...
Medo da saudade daqueles
que nunca mais terei
ao meu lado e rondam
feito sombras com chicotes
nas mãos...
Tenho medo dos que não perdoam,
imperam-se na perfeição,
na superioridade cósmica.
Medo da pulga atrás da orelha...
que deixa a dúvida de ir ou não,
agir ou não,
o sim ou não,
o viver ou não...
Medo da morte?
Não, não tenho medo da morte.
A morte é o fim dos meus medos...
é a Paz eterna

***

21.

Medo
Cássia Vicente

Não nascemos com medo, aliás para nascer
temos que ter muita coragem, e temos!

Adquirimos o medo desde que começamos a compreender
tudo o que nos cerca porque "ele" nos é imposto...

O medo é o "bicho papão" que assombra nossa infância
e o trazemos junto de nós pela vida...

É muito difícil alguém não ter medo do "bicho papão",
afinal ele nos é apresentado e nos mostram temido desde que
nos entendemos por gente e que se fizer isso...ou aquilo...
pode acontecer isso...ou aquilo...Pronto! o medo se instalou!

Mas, podemos e devemos lutar com esta fera com unhas e dentes
mais tarde aprendemos a enfrentá-lo com garra e sabedoria, assim
o expulsamos e com isso a vida se torna mais suave e bela!

Hoje, eu não tenho mais medo, enfrentei a fera e encontrei novos valores
(expulsei deliberadamente os falsos pré-conceitos que me foram impostos
e que nunca questionei por questão de confiança e fidelidade)
acredito no meu potencial e enfrento o "bicho papão" quantas vezes forem
necessárias para não deixá-lo se apoderar de mim novamente...
...aliás ele nem sempre tem esta coragem porque sabe que não tenho
mais medo dele e nem da vida!

Medo? onde???

Jataí.GO
12.03.07


22.

MEDO DE AMAR
Guida Linhares

Nunca tive medo de nada,
nem do escuro, nem do futuro,
nada me fazia tremer nas razões,
paralisar atitudes ou reações.

Até que voce apareceu na vida
e um estranho enfeitiçamento
apoderou-se de todo o meu ser,
que só tinha olhos p`ra te ver.

Mas tudo não passou de ilusão,
traiçoeira na calada da noite,
me mostrando a cara da verdade,
e custei a crer na infidelidade.

Mas se há pecados a serem pagos,
que sejam ainda nesta existência,
a vida sempre nos dá o aprendizado,
equilibrando a balança, nada fica de lado.

Se antes o medo não me paralisava
e não conhecia esse ambíguo sentimento,
agora cresce em meu peito esta defesa,
que está levando meu coração à frieza.

Medo de amar e de me entregar inteira
a um certo coração ainda que amoroso,
demonstrando carinho, afago e ternura,
mesmo assim, meu sentir está em clausura.

Santos/SP
12/03/07


23.

MEDOS
Luiza Porto

Temos medo do escuro,
do que tem do outra lado do muro,
medo de solidão
da paixão.

Temos medo do outro
de ficar exposto
medo da rua,
numa noite escura.

Um medo tão louco
da violência, da carência
medo da entrega
a um amor sincero.

Mas quando enfrentamos
nossos medos
Uma nova vida começa,
e nos entregamos
Sem medo.


24.

MEDO
Lívia Garcia

Medo é sentimento
Que assalta quem viaja
Pois quem vive o momento
Sempre se encoraja.

Mas se por um instante
Pensamos no que virá depois
Isso é mesmo constante:
O medo assalta os dois.

O que temo? Não sei bem...
O que tiver de ser, será
Mas não posso dizer a alguém
Do meu amor sem saber
Como ele reagirá!

Se me mandar embora?
Se me disser que sou louca?
Se me acusar de assédio?
Se me indicar outro remédio?

Não, isso não posso fazer
É o maior medo do momento
Prefiro sozinha sofrer
E esconder meu sentimento!

Sei que ele há muito já sabe
Tudo o que sinto, que nem cabe
Neste peito, de tanto amor
Mas se nada diz, também não quer
E sua privacidade é meu dever
Jamais, de modo algum, invadir.

E o tempo passa... E este amor imenso
Jogado ao léu, assim escondido... Penso
Que jamais nesta vida terei
Um sentir tão profundo assim
Mas ele não liga pra mim!

Por mais que ele viva e ame
De uma coisa certa estou
Ninguém poderá dizer
Que mais do que eu o amou!


25.

O que eu faria se não tivesse medo?
Teresa Cordioli

Eu sem medo?
Amaria mais
Não perderia você de vista
Me entregaria ao amor

Eu sem medo
Perderia compostura
Gritaria sem dor,
Tiraria a mascara
Seria quem sou.

Eu sem medo?
Daria banana pára vida
Colaria teu nome “aqui”
Revelaria a todos
Que você é meu amor

Eu sem medo?
Seria alegre,
Enxugaria as lágrimas,
Beijaria muito
Morreria de amor
Sem medo de ser feliz....


26.

MEDO
Hermes José Novakoski

Medo de amar, é medo de viver
É medo de sonhar e de ser
É medo de sorrir e de cantar
É medo de abraçar e dançar

O medo fecha você
No seu interior
Você deixa de viver
Por inteiro o amor

O medo desfalece a alma
Traz tristeza ao olhar
Não permite na vida
As belezas você enxergar

O medo machuca o coração
Faz a dor aumentar
O medo destrói o que há de bom
O medo faz você repensar.

POÁ, março de 2007
http://geocities.yahoo.com.br/euosou


27.

MEDO
Pepita Beneti

Eu não tenho medo de chorar, eu não tenho medo de amar
Apenas tenho medo do que possam fazer a esse amor
Medo de encontrar na vida, pessoas com as quais
Brincarão de magoar meus sentimentos
Pessoas com as quais humilharão minha vida
Sempre fui sentimento, nunca razão,
Nunca pisei em alguém pra ser um alguém
Não posso dizer que não feri ou magoei pessoas
Mas sempre fui humilde em reconhecer meus erros e pedir perdão
Mas as pessoas não o fazem comigo
Pensam que sou alegria a todo momento
Que não sofro, que não tenho solidão
Sou uma pessoa extremamente vida
Que a vida está insistindo em me tirar.


28.

MEDO
Sérgio Diniz Barros Guedes

Oh! Divina
paixão de mulher
amada,
quero-te em mim,
logo,
antes que a sombra
do falhar,
tome conta
do pensamento
e o coração
fique somente
com os desejos.

sguedes@hcpa.ufrgs.br
http://br.geocities.com/sdbguedes 


29.

MEDO
Cáritas Souzza

Eu tentei soltar o medo
O medo não me soltou
Fiquei cercada de lágrimas
A me exigir ações
Cobrando decisões.

Me desfiz em detalhes
Estou onde não existe comêço
Sem me agradecer
Ao receber palavras
Quando duvido
Da verdade delas.

Sei somente que muitas vezes

Apavorando o medo
Faço versos para quem amo
Sem esperar respostas.

Tenho dificuldades
De ser aceita por mim mesma
Conspiro contra o coração
Me sinto imensa dentro do medo
Para vestir silêncio
Diante das dúvidas
Que não são dissipadas.

Queria somente que a vida

Me permitisse

Esquecer o medo

Para obter a confirmação
Se do amor que sinto
Sou correspondida.

http://mundoempoemas.zip.net


30.

MEDO
Marcia Jac

Sempre entrando a noite,
me pega distraída, fora da minha doída realidade,
enfraquece, amordaça, estremece,
me aniquila as vontades num imenso pesadelo,
não vem só, traz consigo minhas feridas num novelo...
Vem sem avisar, me tira o sono,
me desequilibra, amarga o meu viver,
deixa negro o meu amanhecer,
me arrasta no próprio medo de perder

É a insegurança,
somado ao fracasso da falha,
aos erros do passado,
à imensa falta de amor,
é um tormento de dor,
fazendo que nada mais valha...

Vem preenchendo o buraco do peito,
aumentando a mágoa, corroendo por dentro,
estremecendo em choro abafado,
um mergulhar no perdido passado...

É doído, amargo como fel,
Insistente e impertinente,
apaga as estrelas, escurece o céu,
abrangente e duradouro,
que só deixa o coração da gente,
quando nos entregamos a Deus.


31.

MEDO
Sandra Lúcia Ceccon Perazzo

Vasta é a imensidão do medo
imensa é a quantidade daqueles
que querem se livrar dele
Poucos são os que aprendem
que o medo não deve estar nem
à frente e nem atrás do caminhar
Raros são os que sabem andar
de mãos dadas com ele
passo a passo
pela vida inteira
E, apenas esses
são os que não se deixam moldar
tomam seu rumo interior sem se desviarem
orientados pela intuição
apoiados na razão
ouvindo a voz do medo dosado
que os defende do perigo
sem que caiam em delírios desnecessários.

23/01/2007


32.

Medo
faffi/Silvia Giovatto

Tive medo do amor
Tentei te esquecer
Tentei ficar sem você
Quase morri
pra fazer isso acontecer...
Meus dias eram tristes
minhas noites longas
Ficar sem você não é viver
Ficar sem você é morrer
Seu cheiro
Seu olhar
Seu beijo
Suas palavras
Seu jeito de ser
De me olhar
De me amar
De me querer
me fazem falta...
Como ficar sem você,
depois de saber como é
estar com você?
Não posso... não quero
Tenho medo de te esquecer
Medo de te perder
Tenho Medo do Medo
de ficar sem você.


33.

QUANTO MEDO
Sá de Freitas

Quanto medo tenho,
De, um dia, não ter medo:
Porque o medo faz parte da vida,
E preserva a vida.
Não quero perder o medo de errar,
O medo de não ser amado, o medo de ofender;
O medo de perder o encanto da vida.
Quero todo esse medo para ser feliz.

Quanto desejo tenho de perder o medo:
Não quero ter medo diante das lutas;
Não quero ter medo de dizer: " Eu te amo";
De falar o que sinto,
De perder meus direitos,
De ser livre, de ser eu, de não fugir.
Não quero ter medo,
De fazer poesias falando do medo;
Não quero ter medo
De olhar em teus olhos e falar: Eu te desejo".
Não quero ter medo de viver,
Para ter coragem ao morrrer.

Mas se eu não tiver medo de errar,
Não poderei caminhar pela vida,
Sem medo para acertar...
E se eu não acertar,
Sempre terei medo para me fazer errar.

http://sadefreitaspoesias.sites.uol.com.br/index.htm


34.

MEDO
Nelson

Medo? Só um medo m'assusta,
Há anos e anos noite e dia,
Chegar egro à idade vetusta,
E, DOLORES, sem tua companhia!
O teu Nelson

AMORA/ Belverde
Portugal


35.

SEM MEDO
Ilka Bosse
Bailarina das Letras

Medo do que?
Entre medos e conflitos
afloram os "agitos"
da convivência
...a sobrevivência
da harmonia
na adolescência
É quando...
Alça vôo o medo e
sai em retirada...
para em outro ninho
fazer sua pousada...
Com o passar do tempo
qual o vento que passa,
passa o medo...
E quando fica presente
esta sensação de ter medo
devo ser audaz, ser capaz
de burlar esta aflição...
Enjaular este monstro
e enviar para Plutão!!!
Então?
Por que ter medo?
SEM MEDO!

Direitos autorais reservados
>>>  ilka.bosse@terra.com.br  <<<


36.

Miriam Fuentes

Te despojo del imperio
penas del pelo
señal
que voy corriendo.
La soledad enciende desconsuelos
fortificando mi palidez
causo ese espanto.
No ha cambiado nada.
No he podido pintar por tanta lluvia
furias ni lamentos.

Me asustan pocas cosas.

Mis costumbres te irritan
inquietando
el andar de tus pasos.
Renuncio al paraíso
ha perdido
su fuerza inicial y los tambores.
Te alivio
de mis necesidades
tengo un pie en el aire
otro
en la escalera
no me tiemblan las piernas
el molino está cerca.

http://es.geocities.com/miriamfuentespoemas/


37.

Inimigo Meu
Marise Ribeiro

O meu inimigo se foi,
desatou-se de minhas asas,
livrou-me de seus fardos
e iluminou meu espírito
ao partir para o infinito.

Enquanto estive em sua companhia,
sofri todas as dores do mundo,
mutilei minhas alegrias
com a lâmina da melancolia,
doei-me ao amor infecundo.

Hoje, acordei mais cedo,
preenchi de coragem e força
os ramos do meu arvoredo,
depois que me libertei do medo.

06/07/05
www.mariseribeiro.com 


38.

MEDO
Wilson de O.Carvalho

Sim, confesso
tenho medo perdê-la
e com você o amor infinito
que me deleita que faz bem
e que torna tudo mais bonito

Tenho medo de não mais
sentir o teu calor,
de não poder abraçá-la como tem sido
de não mais contar com teu ombro amigo

Tenho medo de perder teus beijos ardentes
de não poder despí-la mesmo em pensamentos,
não presenciar os teus caprichos de mulher
teus encantos, tua forma de ser

Tenho medo de não ter mais teus braços
onde durmo, onde sonho
onde me torno mais macho...

Tenho medo de perder tua companhia
de não sentir o cheiro da mata
ao anoitecer, de não mais
escutar o silêncio romântico a nos rodear
e deixar de sentir todo o bem que você me faz

Tenho medo de deixar
de ouvir com você o apito
do trem perdido lá na mata,
e não mais ver a fumaça que dele escapa

Tenho medo de não ver
o nascer da lua
e sem você deixar de sentir a mística
coisas do amor que só a razão explica..

Tenho medo de não poder
envelhecer ao teu lado,
e assim tornar-me
um andarilho amortalhado
e pela vida ser mais um atormentado

Sim, confesso
tenho medo que nosso sonho seja desfeito...


39.

"MEDO"
Mercilia Rodrigues

Vozes humanas.Sem coro .
Trinado de pássaro errante .
Piados de corujas .
Agouro !
Sussurros do vento uivante .
Tremor de frio e medo !
No emaranhado da noite,
sentir dos galhos açoite .
Dormir o sol muito cedo !
Reluta a coragem vadia,
chumbada ao solo, na noite !
Sofre o terror ...arrepios .
Só vultos, alaridos, assobios !
Fantasmas reais existentes,
na escuridão do vazio .
Aparências humanas presentes .
Só da coruja...o pio.
Aos poucos vou me inteirando
do medo que há em mim !
Da garganta estou gritando
e minha voz chega ao fim !


40.

MEDO
Carlos Magono Ferreira Campos (CAMAFECA)

Medo...Medo
O que és tu?
Quem és?
Por que rasgas mentes?
Porque sufocas conscientes?
E obscuras os inocentes?
Tu que trazes incertezas
Que originas indecisões
Que provocas pânico, até desanimo.
Que pretendes quando entras
No mais íntimo de cada ser racional
Passando pelo instinto do animal?
Que pretendes tu?
Induzir em erro o mais destemivel?
Ou só queres ser algo ou alguém tenebroso?
Alguém poderoso, que se abate sobre o mais forte
E derrubas na incerteza do que vai acontecer...
Quem te teme… Não consegue ser o SER
O que cada um tem de ser
Consciente, prudente e ate coerente
Para te enfrentar na mente
E te destruir com o consciente.

Cruz das Almas, 12/03/2007


41.

O MEDO
*Emiele*

O medo do desconhecido é algo pela vida, aprendido.
Pernas e mãos engessadas... Suor a escorrer na pele...
Ofegante a respiração... Deixa-nos sem ação.
Em quando damos conta já se instalou em nós
a síndrome do medo - doença do mundo atual.

Devido a tantas desgraças que testemunhamos
e outras veiculada nos meios de comunicação,
passamos a sentir medo. E este medo não é ilusão.
Em início da noite em local ermo e isolado
todos representam ameaça à nossa segurança.

O olhar dum estranho já nos deixar desconfiados...
E qualquer um que venha em nossa direção,
começa a palpitar nosso coração...

Bem que não gostaria de sentir medo de nada.
como nos meus tempos de universitária.
Andava junto a uma colega em altas horas
pelos bairros das periferias, reunindo Associações,
fazendo pesquisas de interesse popular.
Trabalhava para o bem-estar destas populações.
E era bem aceita por lá nossa penetração e participação.
O único medo que sentíamos era encontrar
com um bêbado ou cachorro zangado pelas ruas escuras.

Como os tempos mudaram... O povo anda mais revoltado.
A droga anda à solta. O respeito pela vida alheia é violado!
E como não quero virar notícia nos jornais,
coloco cedo o carro na garagem.
Aquieto-me diante do pc ou da televisão
e tomo todos os cuidados com minha proteção.
Não faço disto segredo e haverão de me dar razão:
Tenho medo da violência que ronda as cidades.
Aprendi tanta coisa na vida... Já fiz tanta coisa...
Mas não aprendi a lidar com esta realidade.
Deixo a noite livre para os drogados, os traficantes,
assaltantes e ladrões.
E que os enfrente a polícia e os metidos a valentões.
E impotente confesso: aprendi a ter medo destes infelizes irmãos
pois muitos deles optaram por viver na contra-mão.

Belo Horizonte, 12/03/2007 - 22:40 horas.
Assistente Social Judicial - aposentada.


42.

AMANHÃ É DIA DOIS
Rogério Simões

Amanhã é dia dois!
Carrego em mim estes dias marginais
Que se arrastam mas parecem iguais,
Tão diferentes o são, pois,
Até ao escrever alago as rimas.

Limpo as minhas mãos transpiradas
Esgota-se a fonte das minhas lágrimas
Tenho novamente as mãos suadas
Porque amanhã é dia dois…

Já passaram por mim tantos dias
Mas estes ao passar fizeram doer
Que diagnóstico me fará mais sofrer
Pois só de pensar pensando sofrias.

Ide oh tristezas, pois, quero que rias,
Ide! Deixai comigo o meu corpo que resta
Os exames na mão, mas, com esperança esta
De voltar a chorar por mais alegrias.
Passa depressa oh dia dois…

01/08/05


43.

TENHO MEDO
Antonio Cícero da Silva

Tenho medo de te perder
Já que tanto te amo
Você vive no meu coração
É meu centro de atenção.

Não pretendo te perder
E para conservá-la, amo-a
De todo o meu coração
Nosso amor não tem contenção.

No amor procuro corresponder
Preenchendo a minha lacuna
Procuro fazer o máximo
Entre nós não há embaraço.


44.

MEDO
Reinadi Rodrigues Sampaio (florbellaba)

A Primavera está apontando,
Mas em meu coração o frio é intenso.
Preciso dos mais quentes “cobertores”
Para aquecer a minha Alma
Tão enregelada neste Universo Desumano.
A cada dia transcorrido percebo o SER Humano
Afastado dos valores que nos alimentam
Em atitudes calorosas e verdadeiras
Que dão sustentação a este Universo tão sensível...
O Espiritual.
E meu medo cresce!!!
E cresce em proporções imensuráveis!!!
Não os medos comuns a todos os mortais...
Tais qual o medo do desconhecido,
Medo do escuro,
Medo da violência
O medo dos animais,
Medo de novas experiências,
O medo do futuro previsto,
O medo de uma catástrofe universal
(esta nós a fortalecemos a cada dia),
Em atitudes descabidas,
Percebidas!!
Mas que nada se faz para se dar um basta!
E tudo se transformar.
E meu medo cresce...
E me paralisa...
Meu olhar que dantes tinha o brilho do Sol,
Hoje emite raios opacos de dor,
Dor que me consome o peito
E reflete no meu sorriso que também já não é o mesmo...
Minhas pernas que corriam em busca do amor perfeito,
Estão paralisadas...
Meus braços que se estendia para um abraço,
Estão inertes...
Estou muito cansada...
E hiberno para me refugiar
Mesmo estando o Sol a brilhar no firmamento,
Sinto um vazio em todos os momentos
Ainda que as flores estejam a surgir
E noves frutos comecem logo a produzir
Ainda que os pássaros cantem,
Sinto medo...
É um pânico que me põe em alerta,
Mas me paralisa...
Embora eu esteja certa
Que o medo vai passar
Que um dia toda esta dor vai abrandar
A dor do desamor,
A dor do recuar,
A dor mesmo do abrigar-se no local de sombras,
Em um falso equilíbrio
Que está a me paralisar...
Mas ainda sinto mais medo,
Quando frio da Alma se intensificar
E anunciar o meu fim,
Com a morte dos meus órgãos
Que de tanto medo,
Possam entrar em "pane"...
Não em pânico
E...Minha morte anunciar...
Mas, quem sabe!?
Assim todos os meus medos possam um dia terminar
E eu ter enfim o meu momento de PAZ,
SEM MEDO POR TER MEDO DE LUTAR...

Cruz das Almas, 13/03/2007


45.

Medo
Tere Penhabe

Medo... não o cultivo nem desprezo
respeito, como se respeita o que não se conhece.
Não desdenho, mas certamente não é minha prece
pois o medo é a falta de coragem que cresce.

São covardes os que tem medo?
Não, apenas fracos, sem confiança em si mesmos
e principalmente, em Deus
que nunca desampara os filhos Seus.

Perde os melhores momentos da vida
quem faz do medo a sua guarida
como querer voar, deixando as asas para trás
que todos temos, é só querer usar!

Santos, 13.03.2007
www.amoremversoeprosa.com


46.

NÃO TENHO MEDO
Maria Loussa

Não tenho medo,
Ele é insegurança
E falta de confiança.
São muitos os medos,
Medo do escuro... por ser inseguro,
Medo de morrer... por não crer,
Medo de sofrer... por desconhecer.
Quantos medos se arruma!
E com eles acostuma.
Saiba porém,
Que o medo é força negativa externa
Não podemos aceitá-lo
Muito menos cultivá-lo.
O medo corrói a alma
E faz perder a calma.
Trabalhe sua emoção,
Não aceite nenhum tipo de medo
Ele é sofrimento por antecipação.

Goiânia-Goiás


47.

MEDOS
Gislaine Canales
Glosando Florestan Japiassú Maia

MOTE:

A solidão forja medos...
e ao me deixares um dia,
feri os pés nos rochedos
sem temer a travessia!



A solidão forja medos...
Eu me sinto enclausurado,
escravo dos meus segredos
e neles acorrentado!

Eu pensava que me amavas...
E ao me deixares um dia,
meu coração tu roubavas
e toda a minha alegria!

Rasguei, então, os enredos,
da nossa história de amor,
feri os pés nos rochedos
e enfrentei toda essa dor!

Com meus medos exilados,
vestidos de nostalgia,
transpus abismos passados
sem temer a travessia!


48.

Apenas um menino...
Marcos Milhazes***

E lá vai ele
Não ta ai para nada vivendo nas madrugadas
Como morcego, dorme o dia inteiro.
Acorda de olho colado e reclamando
que tem gente no banheiro.

Mais um dia de malandragem,
Sempre na carona da vantagem
Se convida nos bares da vida
Tira uma onda de xerife da vizinhança
Nunca paga uma só conta de festança

Fila um cigarro e esperto e intransigente diz:
Cigarro faz mal para gente
Só fumo quando estou sem apetite
E se a coisa fica preta, sempre arruma uma partida.

Dá mole e ganha uma dura e logo vai dizendo:
-Sou de menor seu poliça
Só corri com medo da bala perdida.
Não adianta me esculachar na pista
Ou me prende ou estou de saída

Está sendo filmado o cana, se liga!
Se você olhar direito vai me sacar por inteiro
Não sou navalha aberta e nem fio desencapado.
Fica frio e não me tira como otário.

Acabei nessa, pela política inconstante
Que nos deixa na merda a todo o instante
Puxar uma cana até seria legal.
Viver sem medo numa boa.
Era só comer, dormir e ficar à toa.

Como no Supremo, Congresso e Senado.
Indústrias de fabricar produtos da miséria, medo e pecado.
Repito ser preciso for, tudo de novo
Eles aprenderam rápida a fórmula da arte e ação.
De como levar o pânico a toda uma nação...


49.

Donde vem o medo?
Armando Sousa

Medo nasce ao nascer, medo de ver e o céu deixar
Com o medo nasce a manha desenhada no chorar
Medo esta no olhar, esta no ouvir, e no falar
Medo verdadeiramente esta no pensar
Verdadeiramente principia, com o vem o papão
Vais para o inferno arrastado pelo diabo
Normalmente sai da boca sem instrução
Quantas vezes das palmadas no rabo
Medo vem do rezar... das ladainhas
Vem do relâmpago, vem do trovão
Vem do pensar em perdidas alminhas
Medo vem do amor, se esta a fugir sem razão
Medo vem de ouvir um animal a rugir
Da gente que fala em assassino ou ladrão
Medo vem da pobreza do pedir
Tarzam não tinha medo, vivia sozinho
Não tinha o homem a criar crendices
Todos os amimais, eram como o vizinho
Não conhecia o que eram trafulhices
Medo vem do pensar em morrer
Tantas mãos erguidas com medo a rezar
Castigam-se, tem medo do prazer
Afinal todos temos de terminar
Medo e o pensamento
Que quer fugir do tormento

Armando.sousa@sympatico.ca
http://www.pequeninapoesias.com.br


50.

Não Mais medo!
Eda Carneiro da Rocha

Já tive todos os medos,
durante minha vida vivida,
Medo de sofrer,
medo de viver,
de morrer,
de ser triste.
padecer!

Medo de mim ,
de minha vida
passada
futura
presente.
Medo e mais Medo.

Medo da Loucura,
eu a enfrentei.
Medo da solidão,
me curei.
Medo de não amar
e muito amei!..

Medo do Pão da vida
e Ele me deu sempre,
com o trabalho
feito e realizado.
Não mais medo!

Promessa fiz a mim:
Viver sem medo
Da insanidade
que venci!
que passei.
E não morri,
pois estou aqui,
para amar e amor,
para vencer o medo
de toda dor!


51.

Medo
Tobias Marques Sampaio

Não tenho medo
Não sei se para isso não ter mais idade
Ou não ter mais nenhum segredo
Vivendo a vida na ociosidade.

O medo é um suporte de alerta
É um aviso de esclarecer
De ter deixado a porta aberta
E o pior possa, enfim acontecer.

Já tive medo de não passar de ano
De receber um não da pessoa amada
De ter uma doença grave e o desengano
Tornar a minha mãe de mim afastada.

Também tive medo
De nunca ter o primeiro emprego
O primeiro salário ser um degredo
E o primeiro beijo me tirar o sossego.

Só não tive medo
De ser por Deus abençoado
Sair do emprego aposentado
De ser poeta dizer o que pensar,
Ter a liberdade de um travesso menino
Que sem afazeres com o sol combino
Viver às claras com a paz que Deus me dar.

Não devemos ter medo
Quando ele é por covardia
Quando omitimos nossa ousadia
E quando o medo é só um medo...


52.

Meu Medo
Miriam Jucá

Tanto medo tive, medo de viver
Sofria, chorava por causa de você
Pensei até morrer, por tanto sofrer
Abandonei a vida, sem perceber.

Por uns tempos, tantas lembranças
Alimentavam meus sonhos, meu amadurecer
Mas o tempo não curou esse padecer
Que insistiu em mim viver.

Se ainda tenho medo, não é de sofrer
Meu medo é de um dia morrer
Sem ter podido te dizer, que se te deixei
Foi pelo temor do que te poderia acontecer.


53.

Medo
Iracema Zanetti

Se ainda sentes em meu sorriso a esperança...
Por que a cristalizas em tua mente?
Se tu sentes tanto medo...
Por que sempre escolhes caminhos a esmo?
Volta, desvia-te das ruas escuras...
Que te causam desespero...!

O tempo não espera...
Somente à noite, espera às madrugadas...!
Os passos lentos que passam e ouves...
São teus próprios passos!
No espaço passa a noite...
Só teu medo é que não passa...

Solidão, por quê...?
Se meu sorriso esperançoso ainda vês?
Não é meu, o grito que ouves nas sombras da noite...
Mas sim o grito desesperado do eco...
Que à tua voz ele responde!

Olhos cegos não vêem...
Mas os teus, fitam-me além das trevas!
Deixa o tempo, à noite, teus passos...
Deixa tudo passar...

Meu desejo é a teu lado ficar...
Busca-me, agora...
Aqueça-me na hora, no tempo, na noite...
Faze teu passo que passa, voar!

Eis o tempo de a esperança retornar...
Da noite e do tempo que não passava...
Remido do medo que te escravizava...
Transcendeste o tempo, a hora e a noite...
A teu passo que não passava, deste a ordem de passar...!


54.

Medo
Jeane Maurien do Amarante

Não sei o que acontece
O mundo gira ao meu redor
Tudo gira
Mas eu estou imóvel
Estou estática
Sem saber o porquê
Não tenho razão para isso
OIu acho que não tenho.
Tudo está tão bem.
Lá fora está sempre bem.
Mas aqui dentro,
Na profundidade da minh'alma
Nem tudo é perfeito
A vida tem seus percalços
E eles machucam...
qdo você menos espera
O mundo vira de cabeça para baixo.
Sinto-me presa, angustiada
Incapaz de sorrir
Não me sinto bem...
Algo me corrói por dentro
E eu não posso evitar!
Não consigo parar
Algo me prende
me prende a isso
a essa dor,
a essa tristeza,
e o pior
a esse medo!!!
***
...e essa escuridão???
O que faço com ela?
Cada passo que dou
um medo se acentua.
Vou ou volto atrás?
Fico?
Onde?
Por que?
Onde está meu espaço?
Longe da escuridão,
do frio, do medo??
***
...Usar de meus medos.
Usá-los como velas!
Sim, e acendê-las
uma a uma.
Luz!!
É, deve estar por aí!!!


55

MEUS MEDOS
Socorrinha Castro / florzinha

De todos os medos
que trago no coração,
digo sem nenhum segredo
sinto medo da solidão.

Por me sentir tão sozinha
e nunca ter sido amada,
a solidão que comigo caminha
me faz sentir rejeitada.

Rejeitada pelo amor
que eu passei minha vida à doar,
mas, que só me trouxe a dor
de alguém que nunca soube me amar.

O medo da solidão
que fez minh'alma tristonha ficar,
feriu tanto o meu coração
que ele não quer mais cicatrizar!!!

www.socorrinhacastro.com.br


56

Medo
Iza Mota
Tenho muitos medos...
Tantos e tantos medos!
Medo de não ser amada,
de por quem amo, ser desprezada.
Medo da solidão acompanhada,
aquela que sentimos estando
ao lado da pessoa amada.
Medo de dizer não, de ferir um coração
e me sentir pequena por causar desilusão.
Tenho medo de olhar pra traz e
descobrir que de nada fui capaz,
que desisti antes mesmo de chegar ao fim,
para não ter um julgamento de mim.
Tenho tantos medos...
Medo de escuro,
medo da violência do mundo.
Medo de me entregar
e me decepcionar
Medo de não me entregar
e ter toda vida para lamentar
Medo até de me entregar aos medos
e esquecer que eles existem
para que eu os enfrente
e dia-dia fique mais forte
seguindo sempre em frente

Recife-PE
http://www.izamota.recantodasletras.com.br/


57

MEDO... DE TER MEDO...
Leda Galvão

Ter medo? Ai! que asneira,
isso é fruto de psicose.
Não temo nenhum fantasma,
nem a meia-noite se é treze.
Não uso figas, nem trevos,
nem acredito em cabala,
em bruxa ou feiticeira.
Não ligo prá espelho quebrado,
"simpatia" ou "olho gordo",
disso tudo dou risada,
pois creio que tudo junto,
não passa de "marmelada".
O único medo que tinha
era o medo de te perder,
mas Deus não ligou pra mim
e um dia levou-te embora,
então eu procuro crer
que lá no Céu és Arcanjo
ou mesmo um Serafim.
E chego à conclusão,
que na verdade fingia
dizendo de nada ter medo,
e que meu grande segredo
era medo...de ter medo.


58

ÚTERO DE MEDOS
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) – Luiz Gilberto de Barros
Às 22 h do dia 10 de outubro de 2006 do Rio de Janeiro

Tu te encolhes no teu mar amniótico
De indecisões, de abandonos e receios;
Uma saudade te belisca o nervo óptico,
Mas tu só vês a forma vã dos devaneios.

Tu te abraças ao teu útero de medos,
Mas estás presa ao destino da placenta
Que abastece teus mistérios e segredos
Com um amor que te destrói e te alimenta.

E da mudez do teu cordão umbilical
Sugas o néctar da vida que se esvai,
O teu amor preso na dor mais lacrimal
É uma gota que se espalha quando cai.

Então percebes que és um feto prematuro
Fragilizado cujo trôpego destino
É procurar na solidão do espaço escuro
Um sonho triste que nasceu tão... pequenino.


59

Medo!
Márcia Rosali - estrela44

Que palavra uso, receio, medo?
para descrever tal sentimento,
razão maior do meu sofrimento,
que pra ti não conto: ainda é segredo


Presa em tuas teias de carinho
qual árvore que acolhe os ninhos
sob o clarão da lua entre as estrelas
na cantiga da noite, os passarinhos

Sinto medo da solidão das horas;
e os ponteiros marcam tua ausência;
tenho medo do escuro, mas juro
sinto medo, quando vais embora.

Medo de deixar-te, por aí afora;
de não veres em mim, o teu abrigo;
esquecer o teu sorriso agora
Ai, meu Deus! juro, eu não consigo!

Na ciranda da vida, os medos
são tantos...tu não podes saber;
que o maior de todos os meus medos
é o terrível medo de te perder!

16/03/07


60

Medo
Marcos Loures

São tantos os meus medos, meus receios...
Quem sabe poderemos transformar
A dor que se propõe em meus anseios
Numa alegria imensa. Quero amar

Mas temores derrubam meus esteios
Impedem meu acesso ao teu luar,
Meus rios se perdendo dos seus veios,
Jamais encontrarão, foz em teu mar...

Eu sei que isso não passa de defesa
Que a mente preparou sem perceber.
Que o medo não proíba esta beleza

Vinda da esperança mais risonha
De sempre nos teus braços me esconder
Quando a vida,maltrata e vem medonha...


61

Medo
S. Holtz

Eu tive muito medo
De guardar este segredo,
Que você me desprezasse,
Que o coração parasse.

Eu tive um grande temor
Que seus olhos se fechassem,
A mim não enxergassem,
Que recusasse meu amor.

Era isso que eu temia:
Perder você, um certo dia.
O beijo que quis lhe dar,
Tivesse então que guardar.

Quanto receio eu sentia,
Enquanto minha boca tremia,
Querendo seu nome falar,
Que você não quisesse escutar...


62

O MEDO
Margaret Pelicano

Quando a noite aterrorizante se estica
transformando doces sonhos em pesadelos longos,
a luminescente estrela noturna vai se pondo,
como o sol, quando abandona o dia...

desta feita, o antigo medo que me assolava o flanco,
com suores noturnos perturbando os olhos acordados,
semicerrados, com receio das visões
tão maligno é o medo, espalhando-se pelo meu fado...

Só me resta a fé em Deus, suas leis e cajado,
símbolo do apoio que incondicional me dá o Pegureiro,
e minha alma vem nascendo com a manhã,

saindo de uma luta infeliz, olhos que quedam
tendo mais ânsias e desejos e pesadelos a enfrentar,
até que, finalmente este corpo parta para descansar!

Brasília - 16/03/2007


63

MEDO
Naidaterra

São tantos os meus medos,
que as vezes me vejo perdida
na imensidão, dilemas e dúvidas...
Dormir e não acordar, ouvir uma
ameaça, um grito de socorro e
ficar impotente, medo de ser
autêntica e honesta e ser pisoteada
como as vezes eu sou...
Medo da violência, da criança
que chora, do velho triste com o
olhar de quem pede carinho...
Tenho medo do que está por vir
diante de tanta miséria, falta de
humanidade, guerra, poluição,
destruição, fome e falta de religião...
Medo de acreditar no próximo e
ser traída, enganada...
Medo das futuras doenças, já
não bastasse as que têm...
Medo e pena do planeta Terra,
hoje vestido de palhaço triste
sem alegria e emoção...
Hoje eu tenho medo do nosso
futuro, incerto e obscuro...
Tenho medo...

Março/2007


64

Querer-te
neidehanf

Por te querer-te debrucei em minha
Incansável esperança, pois.
Somos uma forma de expressão do amor de Deus.
Foi você que fez nascer em mim essa paixão

Meu amor é mais que te querer e são meus
Além da terra, céu e mar de toda imensidão.
Alcançar a plenitude desse sentimento sem ingratidão
Viver intensamente a aurora de cada dia teu e meu.

Quero buscar refugio mesmo que seja na minha imaginação
Quero-te mais que a primavera em flor
Acalentei em meu delírio insano sem mesmo sentir o sabor
Palmilhar estradas, caminhos e sigo para a libertação.

Mesmo que jamais te encontre usarei a lição
Quando se têm sentimentos deixa amenizar
De cada ilusão uma saudade.
Sentimentos.
Esvaem-se as lembranças e chora o coração


65

Caminho
Humberto Rodrigues Neto

Puseram-me na igreja - era menino -
pra salvar-me do opróbrio dos ateus;
ali alguém fez-me crer também ser Deus
o meigo Cristo, humano e peregrino!

Ali aprendi a história dos hebreus,
entre imagens de barro alabastrino,
e o Deus que eu cria uno fez-se trino,
a encher de indagações os credos meus!

Mas p’ra fugir desse aprender miúdo,
juntei-me à grei da fé raciocinada
sem ter que às dúvidas manter-me mudo.

Deixei a poeira dessa inglória estrada,
onde vagueiam os que vão crendo em tudo,
presos ao medo de não crer em nada!


66

MEDO
Raquel Caminha Matos
Lindinha

Medo...

Faz a pessoa sentir falta de confiança e ficar sem ousadia.
Caminha a esmo, perdido, igual a um cigano errante,
pequeno, sem perspectivas com um olhar imenso na via,
uma figura terna mas sem vida, acha tudo desconcertante.

Embora se tenha uma aparência forte, o medo o deixa maltratado,
a pessoa vai se sentindo acuado, tímido, encabulado, introvertido,
sem saber mais que rumo tomar da vida e fica logo ruborizado,
Deus tocando por dentro dessa pessoa, ele levanta e fica atrevido.

Eu pessoalmente tenho medo sim: medo de magoar alguém sem querer.
medo de perder um ente querido, medo de não ter forças para perdoar,
medo de ser egoísta, medo de acordar e saber que começou outra guerra.
medo da paz não voltar, medo quando minhas filhas saem e demora a chegar.

Quisera que não existisse medo que as suas mãos nas minhas,
fortalecessem a nossa amizade e que fosse sempre um jardim em flor,
que não houvesse dor e que Deus sempre nos protegesse da rinha,
para que recebamos do céu, a primeira estrela do amor.


67

AH! ESSE MEDO
Sueli do Espírito Santo

Ah! esse medo que me paralisa
paralisada quase nada se realiza
tornando-me assim indiferente
indiferente com a vida estagnada
somente do medo apossada
sentindo-me fraca e impotente

Mas é preciso seguir a viagem
invocar minha força e coragem
para libertar-me de teu castigo
corajosa eu vou avante e lutar
com todas as armas te enfrentar
medo és tu que corre perigo...

http://www.sue2001.recantodasletras.com.br


68

MIEDO
Cristina Aceves Colibrí

Todas las noches con temor llorando,
rebusco inútilmente las estrellas,
que me den el camino de tus huellas
ya que amor mío, te sigo recordando.

Ya no estas pero te sigo esperando,
con tu olvido mi cariño atropellas
ya no recuerdas las caricias bellas
que nos dimos los dos...¡De contrabando!

Tengo miedo a que mis manos marchitas,
mueran con el frió de la soledad,
sin volver a tenerte en mi alborada.

¿En donde están esas noches bonitas?
tu ausencia las lleno de adversidad,
olvidando, esta mi alma enamorada!


69

O maior dos medos
Floreny Avila Ribeiro

Medos: da dor, da morte, do desconhecido...
quem não os tem? Faz parte da vida.
Há que contorná-los, assimilá-los, talvez.
Mas, em mim, há um medo maior:
o do egoísmo e da insensatez humana.
Aonde nos levará seu desvairio?
S.O.S. é o grito da Terra.
Nosso lindo planeta azul está ameaçado.
Flora e fauna à mercê de seres humanos
enlouquecidos
por uma sociedade de consumo
egoísta e má.
Já não basta a miséria de seus semelhantes
há que levar, também o planeta
à inanição??
Basta!!
Unamo-nos, homens e mulheres de boa vontade
para, enquanto é tempo
lutarmos para salvar nosso planeta.
Que dirão, de nós, as futuras gerações
se deixarmos, a elas
apenas seca, chuva ácida e miséria?
SALVEMOS O PLANETA AZUL !!

30 / 03 / 2007


70

MEDO
@liosh@**/CIG@N@**

Angustiada fiquei,em receio mortal
Desconfiança implantada , temor displicente
Alarme soando , acima do bem e do mal
Pensei, repensei incessantemente

Tornando meu ser amedrontado,
Atemorizada sofri, chorei
Sentimento crescendo acovardado
Desencantada, dorida fiquei

Em resposta recebi pura aversão
Debulhando sonhos dilacerados
Racionando furtadas emoções
Tortura cruel , coração ultrajado.

Bragança Paulista
16/03/07
04:12h

 

 

arte final Denise Moura