Pelas mãos da poetisa Jandira Melo de Almeida,
chegou ao Cirandas de Letras a Ciranda:

"MEDO"

Um sentimento que é impossível de não ser sentido.
Mas existem medos de vários sentires.

O cirandas de Letras oferece aos participantes
o selo de participação e a todos os amigos
a edição do e-book.

 

***

 



Foi um prazer tê-los conosco.

Abraços de carinhos
Anna Müller
cirandas de Letras

 

 

 

01. Jandira Melo de Almeira 02. Jorge Linhaça
03. Bernardino Matos 04. Maria Regina Moura Ribeiro
05. Joyce Lu@zul 06. Luiza Benício
07. Helô Abreu 08. Mário Osny Rosa
09. Célia Jardim 10. Giovanni Leandro
11. Aurea Pinto de Miranda 12. José Ernesto Ferraresso
13. Nelim Monti 14. Lúcio Reis
15. Tarcísio Ribeiro Costa 16. Joaquim Sustelo
17. Mifori 18. Muriel Elisa Távora Niess Pokk
19. Gildete Vieira 20. Anna Müller
21. Cássia Vicente 22. Guida Linhares
23. Luiza Porto 24. Lívia Garcia
25. Teresa Cordioli 26. Hermes José Novakoski
27. Pepita Benetti 28. Sérgio Diniz Barros Guedes
29- Cáritas Souzza 30- Marcia Jac
31. Sandra Lúcia Ceccon Perazzo 32. faffi/Silvia Giovatto
33. Sá de Freitas 34. Nelson
35. Ilka Bosse 36. Miriam Fuentes
37. Marise Ribeiro 38. Wilson de O.Carvalho
39. Mercilia Rodrigues 40. Carlos Magno Ferreira Campos
41. Emiele 42. Rogério Simões
43. Antonio Cícero da Silva 44. Reinadi Rodrigues Sampaio
45. Tere Penhabe 46. Maria Loussa
47. Gislaine Canales 48. Marcos Milhazes***
49. Armando Sousa 50. Eda Carneiro da Rocha
51. Tobias Marques Sampaio 52. Miriam Jucá
53. Iracema Zanetti 54. Jeane Maurien do Amarante
55. Socorrinho castro/florzinha 56. Iza Mota
57. Leda Galvão 58. Luiz Poeta
59. Márcia Rosalli-estrela44 60. Marcos Loures
61. S. Holtz 62. Margaret Pelicano
63. Naidaterra 64. neidehanf
65. Humberto Rodrigues Neto 66. Raquel Caminha - Lindinha
67. Sueli do Espírito Santo 68. Cristina Aceves colibri
69. Floreny Avila Ribeiro 70. @liosh@**/CIG@N@**

 

 

1.
MEDO
Jandira Mello de Almeida Cahet

O medo nasce conosco
Vindos de úteros escuros,
Para em um mundo tosco
Ah! minha mãe, tua mão eu seguro.

Escondemo-nos no amor
Um deslumbrante sentimento
E da vida administrador
Quando nos fornece acalento

O amor é primo da morte
Por isso nós sentimos medo
Um medo de não ter a sorte
E por não ser um rochedo

Quando o amor faltou: Trovejou
E veio a harmonia do medo
O medo da noite tropeçou
No meu semblante tão cedo.

***

2.
Nossos Medos
Jorge Linhaça

Sofremos de muitos medos
colhemos espinhos nas rosas
purgamos em verso e prosa
dos corações os segredos

Se o amor do medo é primo
andando juntos, mão dadas
como seguir essa estrada
a temer não ter o arrimo?

O medo que nos envolve
é o fruto de mil passados
sofrimentos, dor e pecados

que noss'alma revolvem
deixando desfigurado
o amor que nos consome.
Já tive medo de alma,
de dormir só no escuro,
me fizeram inseguro,
minha infância não foi calma.

***

3.
MEDOS!
Bernardino Matos.

'Boi, boi ,boi da cara preta",
uma cruel ameaça,
uma canção de trapaça,
medo em forma de careta.

O medo era o argumento,
pra proteger da amargura,
de uma vida insegura,
era do amor um lamento.

Crescemos temendo a morte,
o temor de ficar pobre,
de no amor não ter sorte.

O medo do desemprego,
da solidão na velhice,
termina no aconchego

Fortaleza, 03/03/07

***

4.
MEDO INFUNDADO
Maria Regina Moura Ribeiro
São Paulo, 5 de março de 2007

Dei meu último grito de rebeldia
quando ainda era criança,
o meu derradeiro e abafado soluço
aconteceu na adolescência.
Depois disso nada de policiamentos
e medos infundados.
Hoje, nada mais me atormenta,
resolvo tudo na hora certa.
Ser mãe me deu uma coragem
dantes nunca imaginada
e defendo minhas crias
a qualquer hora e sem medo de nada.
Mesmo assim, eu tenho receio por elas.
Coisas de mãe, por certo!
Não quero que sofram,
que se acidentem e nem que se magoem.
Como se isto fosse possível!
E olha, de novo, o medo infundado...

***

5.
MEDO...MEDO! MEDO?
Joyce-Lu@zul

Medo... de arriscar
Medo.... de falar
Medo... de querer
Medo.... de sofrer
Medo.... de ferir
Medo.... de partir
Medo...de saber
Medo... de fazer
Medo.... de amar
Medo... de (des)amar
Medo... de assumir
Medo... de sumir
Medo...
Medo!...
Medo?...

Porto Alegre, 03/03/2007

***

6.
MEU MEDO
Luiza Benício

Meu medo é na dor
Na insegurança
Na aflição!

Tenho medo de mim
de errar,
de temer,
de fugir quando devo assumir!

Tenho medo do meu EU
do teu.
do seu,
do desconhecido,
do agressor,
do ladrão,
da justiça, tão injusta,
dos que julgam a Nação!

Tenho medo de perder,
Tenho medo de ganhar
Tenho medo de viver
Tenho medo de morrer!

Tenho medo de guerras
Tenho medo da Paz
da Paz dos homens falsos
que falam de guerra e paz
como se fossem sinônimas
palavras p'ra eles iguais!

Luíza Soares Benício de Moraes
improviso em 07.03.2007.
Recife-PE

***

7.
Medo de ti Perder
Helô Abreu

Já não sinto mais o medo
De perder o poder de amar
De agir pelo que sinto
De apenas saber, sem pestanejar
E foi graças a ti, eu asseguro
Que me tornaste melhor
Que a cada dia me transformo
E me vejo admitir a felicidade como um recheio
De mim
E do que sou capaz de tocar
Tu me libertaste de aflições
me perpetraste companhia
Tu conquistaras meu cuidado e dedicação,
Meu carinho sincero,
me desvendaste a verdadeira razão.
E, mesmo sem querer,
me fizestes apaixonar-me por ti
Te me tornaste mais forte;
Real.
Corajosa e sonhadora...
Deste-me a mão
e o corpo inteiro
E, assim, me apercebi que já não possuo
mais o medo de errar.
Fizestes em mim reviver
O que havia aqui de mais singelo
E não nego-te
O tranquilo sentimento
que aperta e envolve
que dispara e me acalma
que ri e que chora
que intenciona te amar
Deito-me aqui, envergonhada
E o pensamento aflora por horas longe
Perto de ti, de teu cheiro e tua graça
- Se me conforto em teus braços
Se me perco em teus passos
Se te quero aos maços
Se te pego uns amassos
Ah, quero-te cada vez mais

***

8.
ESSE MEDO
Mário Osny Rosa

Não tive medo de nascer
Numa época melindrosa.
Só falavam que ia morrer
Que coisa indecorosa.

Isso já faz muito tempo
Desse mal de arremedo.
De todo esse dês-tempo
De nada eu tive medo.

Quem mesmo tiver medo
Nem conte para ninguém.
Guarde isso em segredo
Nem para o seu bem.

São José/SC, 7 de março de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br

***

9.
MEU MEDO
Célia Jardim

Tenho medo da mentira
tenho medo da dor
tenho medo da doença
tenho medo do desamor
tenho medo da fome
tenho medo do frio
tenho medo da descrença
tenho medo da omissão
tenho medo da decepção
Tenho medo
Medo que a mentira
se una a dor
e se transformem numa doença
Medo que o desamor
esqueça a fome
não sinta o frio
deixando que a descrença
fortaleça a omissão
e seja ainda maior
a minha decepção

***

10.
MEDO!!!
Giovanni Leandro

É tanto amor neste coração por você!
Mas também um certo medo de perder.
Medo do tamanho deste sentimento.
Medo que corrói a alma.
Medo da profundidade do meu envolvimento.
Medo da nossa relação morrer.
Não sinto insegurança, eu nem sei dizer.
Não é falta de confiança,
pois você esta sendo meu porto seguro.
O que sinto se traduz num medo...
Medo de repente não ter mais você,
de num simples passe de mágica
você sumir.
Talvez seja um mal de quem tem muito amor,
ou quem sabe um pressentimento ruim.
Meu medo é o medo da dor,
medo do fim, medo de não a ver mais,
medo de ser um passageiro
neste mundo a vagar.
Mas não quero mais pensar em sofrer,
muito menos por antecedência.
Nem vou deixar de te amar e nem de me envolver.
Meu medo é razão de muito amar.
Medo de quem muito se dá.
Mas se para te amar eu preciso temer,
meu amor, irei com medo até morrer.

***

11.
MEDO OU CORAGEM?
Aurea Pinto de Miranda

Não sei de que maneira se reciclam vidas
Nem sei com que propósito refaz-se a minha,
porque sei que ao viver as horas da noitinha,
nada me lembra das manhãs acontecidas.

Em as vezes me questiono, em mornas ladainhas:
Onde estive? Quem sou? Que fiz? – e vou à lida
de ancorar-me nos velhos pontos de partida,
para identificar se vivo de entrelinhas

ou de frases pontuais: um exercício fútil,
enfadonho, vulgar – e, além de tudo, inútil,
pois nada me acrescenta no que mais preciso:

saber se é medo o que me afasta do passado
ou coragem de ir cega a um futuro atrelado
na simples presunção de achar o paraíso.

Porto Alegre, 07/03/07

***

12.
Medo da Noite
José Ernesto Ferraresso

Chega a noite e com ela a luz do luar,
Mistérios que pairam no ar,
Este contraste me faz imaginar,
A saudade, as lembranças de algum lugar.

A noite é triste, escura e melancólica,
Mostra mistérios e até forma imagens nebulosas,
Naquela magia numa noite misteriosa.

Quero senti-la perto de mim,
Tenho medo, mas tenho de aceitar,
Pois sei que mais cedo ou mais tarde,
Ela vai acontecer e vai chegar.

Serra Negra
21/01/2007

***

13.
Medo de Mim
Nelim Monti

Quem pode entender esse meu medo
Medo solene...
Da noite escura, povoadas
de fantasmas do passado
Que ficam adormecidos
Esperando o sono chegar
Para com o pesadelo poder assustar
A você e a mim.

Quem pode entender esse meu medo
Medo...da perda
Dos entes queridos
que voam mais alto
em busca de um vôo maior.

Quem pode entender esse meu medo
Medo...da partida
Porque aqueles que partem
Em outra parte buscam os sonhos realizar

Quem pode entender esse meu medo.
Medo...da despedida
Deixando um precioso fardo
Olhando um lenço branco acenando
se perdendo
E mãos postas orando.

Quem pode entender esse meu medo
Medo... do medo de te perder
Querendo a posse de algo que um dia se desfaz
Ninguém pertence a ninguém
Somos almas livres a voar.

Porém na verdade, o meu maior medo
É ter medo de mim.
Do apego que tenho pelos seres
que cruzam meu caminho
Mesmo sabendo que esse é o maior pecado
Julgando e pensando ser tudo perene.
24/11/2004

***

14.
Medo
Lúcio Reis

Nada me amedronta
A covardia sim me afronta
De que tem o poder à mão
E sequer olha para o chão
Não tenho medo de nada
Pois estou no rol de amigos
Do Nazareno, Deus da criação
Temo, como humano que sou
Cometer desatinos e Dele merecer recriminação
Mas pensando de outro modo
Ah! Tenho medo sim, e me importo
Até quase esquecia-me de falar
De sem querer ferir e matar
As amizades conquistadas em cada porto
Lembrei-me de outro medo
E que me acompanha desde cedo
De intrigas e maledicências
Que causam situações de reais indecências
Tenho medo dos fracos e tolos
Aqueles que não tentam subir
Mas querem sim, te ver rolar escada abaixo
E testemunhar teu sucesso no escracho
E com prazer, se esborrachar de rir
Tenho medo portanto da mediocridade
E quando acima disse não tenho medo
Não é uma contradição
É que me dei conta que sou de Deus
Filho e portanto obra de Sua criação
Sou então, humano, logo, cheio de imperfeição

08/03/07

***

15.
Medo...
Tarcísio R. Costa

O medo da verdade me aterroriza
Interioriza-se na minha alma...
O terror me tira a calma,
Principalmente, ao lembrar do fim...

Nada é concreto, sem definição,
Sinto-me aturdido,
Nesse caminhar, perdido...

O medo me perturba
Nas noites e nos dias,
Parece que pregar o amor,
Transformou-se em fantasias,
Cadê a verdade, a sua fonte?
Quem souber, aponte!

Nasce-se, pela lógica, para viver,
Viver como quando, quanto tempo,
Se se vive para morrer!

E depois, o que é o fim?
Pensando assim,
Tudo é evasivo,
Cheio de contradições...

Misturam-se alegria e a dor,
Convivem o ódio e o amor,
É um emaranhado, uma confusão!

Nos púlpitos das religiões,
Ainda se prega que morrer é normal,
Ensinam-nos as orações,
Para se atingir a paz e o amor...

Pode ter alguma coerência,
Comenta-se sobre a violência,
Fala-se em bem-estar social,
Vejo que tudo vai mal...

Nesse permanente arremedo
Sem concreta solução,
Invade-me o medo...
Já não sei onde está o amor,
Peço, então, a presença do Criador

Nada mais é ledo,
Sinto-me sob ameaça,
invade-me o medo,
principalmente,
do fim....

***

16.
MEDOS...
Joaquim Sustelo
(em UM POUCO DE SOL)

Lá na caverna
Desses meus medos
Tenho segredos
E tudo hiberna

Como em degredo
Eles lá estão...
(Funda prisão
Que guarda o medo
E o segredo
No coração!...)

Não tenho medo
Da noite escura
Dessa loucura
De almas perdidas

Nunca fantasma
Me amedrontou
Nada me pasma
De suas vidas

- Que tenha medo
Quem os criou!

Não tenho medo
Nem de gigantes
Isso era dantes
Todo esse enredo...

Não tenho medo
Nem de morrer
Que isso vai ser
Mais tarde ou cedo...

Mas um segredo
Que há lá guardado
Pobre coitado
Eu lhe concedo

Esse direito
De vir à tona...
Minha alma (dona)
Faz esse jeito...

Esse segredo
Vou-to dizer
(Ou tarde ou cedo
Tinha de ser...)

- Ele é o medo
De te perder!

***

17.
TIVE MEDO
Mifori

"Quero conhecer o mundo com você!"
Assim que tracei metas e objetivos,
Tive medo e senti um grande tremor.
Ao rever a minha vida e minha trajetória
Conclui que medo se vence com o amor!

Resolvi concretizar os meus sonhos!
Dominar meus medos enfadonhos!
Lembrei-me que tive medo de nascer,
Tive medo de andar, de ouvir, de falar.
Mas aprendi caminhar, saltar e correr!

Lembrei-me que tive medo de crescer,
De fazer amigos, de ir à escola, de agir!
Mas aprendi com a vida que pude viver!
Como é bom ouvir vozes, sons, sorrir,
Ajudar as pessoas, ensinar e cantar!

Lembrei-me que tive medo de no trabalho,
De ser humilhado, fraquejar ou ser exaltado!
Tive medo de não ser aceito pelo grupo,
De não encontrar fórmulas ou atalhos,
Para os desafios, com os meus trejeitos!

Tive medo de me doar, de construir um lar,
De errar ao educar meus filhos para a vida!
Mas, aprendi com a vida, que ela nos ensina
A viver alegre, sem sofrimento e sem dor!
Banimos o medo se o trocamos pelo amor!

Pensamento: "Se tive medo de nascer,
aprendi com a vida, a viver feliz, sem
medo de morrer” (Mifori)

***

18.

Medo...
Muriel Elisa Távora Niess Pokk

Outrora fui guerreira valente.
O medo, com audácia enfrentei.
Plantei do amor a semente
Pelos caminhos, que andei.

Minha espada era a fé,
Só a Deus eu temia.
Arrostei a cavalo e a pé
Sozinha, sem companhia.

Guerreei corajosamente,
Por todos os meus ideais,
A favor do deficiente,
Para que tivessem direitos iguais.

Hoje que me tornei uma senhora,
Muitos receios tomaram conta de mim,
Sinto temores, a toda hora,
O medo me venceu, enfim.

Registrado em Cartório

***

19.

Medo
Gildete Vieira

Do amanhã
Da perda
Violência...
Do desconhecido.

Das promessas
Não cumpridas.
Das garras da inveja
Dos falsos amigos.

Medo da dor
Do amor não
Correspondido.

Da covardia do
Próprio ser humano.
Medo que me angustia.

Natal, 10/03/2007.

***

20.

Vida e morte
Anna Müller

Tenho medo do ar que respiro...
da água que bebo,
do tomate e do pepino que como.
Tenho medo do leite da vaca
que já foi louca...
hoje talvez, doida enrustida.
Tenho medo do xixi dos ratos,
do coco dos pombos,
da garra dos gatos...
Tenho medo do cão treinado,
do homem armado pela tecnologia.
Tenho medo da língua maldita,
da falsidade atrás do sorriso,
do olhar meigo da traíra.
Da palavra honesta que
não passa de mentira...
Tenho medo do remédio,
do médico que não é médico,
Medo da protelação daquilo
que não cura, mas mata aos poucos...
Medo de carro de bêbado que
mata mais que arma em mão de bandido.
Tenho medo da raiva e do ódio
que usa o pensamento como arma...
Medo da ilimitação,
da ganância,
do poder absoluto...
medo da criança revoltada
que foge de casa
e tenta matar a revolta
cheirando cola.
Tenho medo do psicólogo
que não sabe de si próprio
e pensa que sabe dos outros.
Tenho medo da chuva
que um dia tornar-se-á ácido,
Tenho medo do escuro que
cospe para fora os meus medos,
Medo do silêncio profundo
que carrega consigo a solidão,
medo do vazio de mãos dadas
com a loucura...
Medo da saudade daqueles
que nunca mais terei
ao meu lado e rondam
feito sombras com chicotes
nas mãos...
Tenho medo dos que não perdoam,
imperam-se na perfeição,
na superioridade cósmica.
Medo da pulga atrás da orelha...
que deixa a dúvida de ir ou não,
agir ou não,
o sim ou não,
o viver ou não...
Medo da morte?
Não, não tenho medo da morte.
A morte é o fim dos meus medos...
é a Paz eterna

***

21.

Medo
Cássia Vicente

Não nascemos com medo, aliás para nascer
temos que ter muita coragem, e temos!

Adquirimos o medo desde que começamos a compreender
tudo o que nos cerca porque "ele" nos é imposto...

O medo é o "bicho papão" que assombra nossa infância
e o trazemos junto de nós pela vida...

É muito difícil alguém não ter medo do "bicho papão",
afinal ele nos é apresentado e nos mostram temido desde que
nos entendemos por gente e que se fizer isso...ou aquilo...
pode acontecer isso...ou aquilo...Pronto! o medo se instalou!

Mas, podemos e devemos lutar com esta fera com unhas e dentes
mais tarde aprendemos a enfrentá-lo com garra e sabedoria, assim
o expulsamos e com isso a vida se torna mais suave e bela!

Hoje, eu não tenho mais medo, enfrentei a fera e encontrei novos valores
(expulsei deliberadamente os falsos pré-conceitos que me foram impostos
e que nunca questionei por questão de confiança e fidelidade)
acredito no meu potencial e enfrento o "bicho papão" quantas vezes forem
necessárias para não deixá-lo se apoderar de mim novamente...
...aliás ele nem sempre tem esta coragem porque sabe que não tenho
mais medo dele e nem da vida!

Medo? onde???

Jataí.GO
12.03.07


22.

MEDO DE AMAR
Guida Linhares

Nunca tive medo de nada,
nem do escuro, nem do futuro,
nada me fazia tremer nas razões,
paralisar atitudes ou reações.

Até que voce apareceu na vida
e um estranho enfeitiçamento
apoderou-se de todo o meu ser,
que só tinha olhos p`ra te ver.

Mas tudo não passou de ilusão,
traiçoeira na calada da noite,
me mostrando a cara da verdade,
e custei a crer na infidelidade.

Mas se há pecados a serem pagos,
que sejam ainda nesta existência,
a vida sempre nos dá o aprendizado,
equilibrando a balança, nada fica de lado.

Se antes o medo não me paralisava
e não conhecia esse ambíguo sentimento,
agora cresce em meu peito esta defesa,
que está levando meu coração à frieza.

Medo de amar e de me entregar inteira
a um certo coração ainda que amoroso,
demonstrando carinho, afago e ternura,
mesmo assim, meu sentir está em clausura.

Santos/SP
12/03/07


23.

MEDOS
Luiza Porto

Temos medo do escuro,
do que tem do outra lado do muro,
medo de solidão
da paixão.

Temos medo do outro
de ficar exposto
medo da rua,
numa noite escura.

Um medo tão louco
da violência, da carência
medo da entrega
a um amor sincero.

Mas quando enfrentamos
nossos medos
Uma nova vida começa,
e nos entregamos
Sem medo.


24.

MEDO
Lívia Garcia

Medo é sentimento
Que assalta quem viaja
Pois quem vive o momento
Sempre se encoraja.

Mas se por um instante
Pensamos no que virá depois
Isso é mesmo constante:
O medo assalta os dois.

O que temo? Não sei bem...
O que tiver de ser, será
Mas não posso dizer a alguém
Do meu amor sem saber
Como ele reagirá!

Se me mandar embora?
Se me disser que sou louca?
Se me acusar de assédio?
Se me indicar outro remédio?

Não, isso não posso fazer
É o maior medo do momento
Prefiro sozinha sofrer
E esconder meu sentimento!

Sei que ele há muito já sabe
Tudo o que sinto, que nem cabe
Neste peito, de tanto amor
Mas se nada diz, também não quer
E sua privacidade é meu dever
Jamais, de modo algum, invadir.

E o tempo passa..