|
1.
MEDO
Jandira Mello de
Almeida Cahet
O medo nasce conosco
Vindos de úteros
escuros,
Para em um mundo
tosco
Ah! minha mãe, tua
mão eu seguro.
Escondemo-nos no
amor
Um deslumbrante
sentimento
E da vida
administrador
Quando nos fornece
acalento
O amor é primo da
morte
Por isso nós
sentimos medo
Um medo de não ter a
sorte
E por não ser um
rochedo
Quando o amor
faltou: Trovejou
E veio a harmonia do
medo
O medo da noite
tropeçou
No meu semblante tão
cedo.
***
2.
Nossos Medos
Jorge Linhaça
Sofremos de muitos
medos
colhemos espinhos
nas rosas
purgamos em verso e
prosa
dos corações os
segredos
Se o amor do medo é
primo
andando juntos, mão
dadas
como seguir essa
estrada
a temer não ter o
arrimo?
O medo que nos
envolve
é o fruto de mil
passados
sofrimentos, dor e
pecados
que noss'alma
revolvem
deixando desfigurado
o amor que nos
consome.
Já tive medo de
alma,
de dormir só no
escuro,
me fizeram inseguro,
minha infância não
foi calma.
***
3.
MEDOS!
Bernardino Matos.
'Boi, boi ,boi da
cara preta",
uma cruel ameaça,
uma canção de
trapaça,
medo em forma de
careta.
O medo era o
argumento,
pra proteger da
amargura,
de uma vida
insegura,
era do amor um
lamento.
Crescemos temendo a
morte,
o temor de ficar
pobre,
de no amor não ter
sorte.
O medo do
desemprego,
da solidão na
velhice,
termina no aconchego
Fortaleza, 03/03/07
***
4.
MEDO INFUNDADO
Maria Regina Moura
Ribeiro
São Paulo, 5 de
março de 2007
Dei meu último grito
de rebeldia
quando ainda era
criança,
o meu derradeiro e
abafado soluço
aconteceu na
adolescência.
Depois disso nada de
policiamentos
e medos infundados.
Hoje, nada mais me
atormenta,
resolvo tudo na hora
certa.
Ser mãe me deu uma
coragem
dantes nunca
imaginada
e defendo minhas
crias
a qualquer hora e
sem medo de nada.
Mesmo assim, eu
tenho receio por
elas.
Coisas de mãe, por
certo!
Não quero que
sofram,
que se acidentem e
nem que se magoem.
Como se isto fosse
possível!
E olha, de novo, o
medo infundado...
***
5.
MEDO...MEDO! MEDO?
Joyce-Lu@zul
Medo... de arriscar
Medo.... de falar
Medo... de querer
Medo.... de sofrer
Medo.... de ferir
Medo.... de partir
Medo...de saber
Medo... de fazer
Medo.... de amar
Medo... de (des)amar
Medo... de assumir
Medo... de sumir
Medo...
Medo!...
Medo?...
Porto Alegre,
03/03/2007
***
6.
MEU MEDO
Luiza Benício
Meu medo é na dor
Na insegurança
Na aflição!
Tenho medo de mim
de errar,
de temer,
de fugir quando devo
assumir!
Tenho medo do meu EU
do teu.
do seu,
do desconhecido,
do agressor,
do ladrão,
da justiça, tão
injusta,
dos que julgam a
Nação!
Tenho medo de
perder,
Tenho medo de ganhar
Tenho medo de viver
Tenho medo de
morrer!
Tenho medo de
guerras
Tenho medo da Paz
da Paz dos homens
falsos
que falam de guerra
e paz
como se fossem
sinônimas
palavras p'ra eles
iguais!
Luíza Soares Benício
de Moraes
improviso em
07.03.2007.
Recife-PE
***
7.
Medo de ti Perder
Helô Abreu
Já não sinto mais o
medo
De perder o poder de
amar
De agir pelo que
sinto
De apenas saber, sem
pestanejar
E foi graças a ti,
eu asseguro
Que me tornaste
melhor
Que a cada dia me
transformo
E me vejo admitir a
felicidade como um
recheio
De mim
E do que sou capaz
de tocar
Tu me libertaste de
aflições
me perpetraste
companhia
Tu conquistaras meu
cuidado e dedicação,
Meu carinho sincero,
me desvendaste a
verdadeira razão.
E, mesmo sem querer,
me fizestes
apaixonar-me por ti
Te me tornaste mais
forte;
Real.
Corajosa e
sonhadora...
Deste-me a mão
e o corpo inteiro
E, assim, me
apercebi que já não
possuo
mais o medo de
errar.
Fizestes em mim
reviver
O que havia aqui de
mais singelo
E não nego-te
O tranquilo
sentimento
que aperta e envolve
que dispara e me
acalma
que ri e que chora
que intenciona te
amar
Deito-me aqui,
envergonhada
E o pensamento
aflora por horas
longe
Perto de ti, de teu
cheiro e tua graça
- Se me conforto em
teus braços
Se me perco em teus
passos
Se te quero aos
maços
Se te pego uns
amassos
Ah, quero-te cada
vez mais
***
8.
ESSE MEDO
Mário Osny Rosa
Não tive medo de
nascer
Numa época
melindrosa.
Só falavam que ia
morrer
Que coisa
indecorosa.
Isso já faz muito
tempo
Desse mal de
arremedo.
De todo esse
dês-tempo
De nada eu tive
medo.
Quem mesmo tiver
medo
Nem conte para
ninguém.
Guarde isso em
segredo
Nem para o seu bem.
São José/SC, 7 de
março de 2.007.
morja@intergate.com.br
www.mario.poetasadvogados.com.br
***
9.
MEU MEDO
Célia Jardim
Tenho medo da
mentira
tenho medo da dor
tenho medo da doença
tenho medo do
desamor
tenho medo da fome
tenho medo do frio
tenho medo da
descrença
tenho medo da
omissão
tenho medo da
decepção
Tenho medo
Medo que a mentira
se una a dor
e se transformem
numa doença
Medo que o desamor
esqueça a fome
não sinta o frio
deixando que a
descrença
fortaleça a omissão
e seja ainda maior
a minha decepção
***
10.
MEDO!!!
Giovanni Leandro
É tanto amor neste
coração por você!
Mas também um certo
medo de perder.
Medo do tamanho
deste sentimento.
Medo que corrói a
alma.
Medo da profundidade
do meu envolvimento.
Medo da nossa
relação morrer.
Não sinto
insegurança, eu nem
sei dizer.
Não é falta de
confiança,
pois você esta sendo
meu porto seguro.
O que sinto se
traduz num medo...
Medo de repente não
ter mais você,
de num simples passe
de mágica
você sumir.
Talvez seja um mal
de quem tem muito
amor,
ou quem sabe um
pressentimento ruim.
Meu medo é o medo da
dor,
medo do fim, medo de
não a ver mais,
medo de ser um
passageiro
neste mundo a vagar.
Mas não quero mais
pensar em sofrer,
muito menos por
antecedência.
Nem vou deixar de te
amar e nem de me
envolver.
Meu medo é razão de
muito amar.
Medo de quem muito
se dá.
Mas se para te amar
eu preciso temer,
meu amor, irei com
medo até morrer.
***
11.
MEDO OU CORAGEM?
Aurea Pinto de
Miranda
Não sei de que
maneira se reciclam
vidas
Nem sei com que
propósito refaz-se a
minha,
porque sei que ao
viver as horas da
noitinha,
nada me lembra das
manhãs acontecidas.
Em as vezes me
questiono, em mornas
ladainhas:
Onde estive? Quem
sou? Que fiz? – e
vou à lida
de ancorar-me nos
velhos pontos de
partida,
para identificar se
vivo de entrelinhas
ou de frases
pontuais: um
exercício fútil,
enfadonho, vulgar –
e, além de tudo,
inútil,
pois nada me
acrescenta no que
mais preciso:
saber se é medo o
que me afasta do
passado
ou coragem de ir
cega a um futuro
atrelado
na simples presunção
de achar o paraíso.
Porto Alegre,
07/03/07
***
12.
Medo da Noite
José Ernesto
Ferraresso
Chega a noite e com
ela a luz do luar,
Mistérios que pairam
no ar,
Este contraste me
faz imaginar,
A saudade, as
lembranças de algum
lugar.
A noite é triste,
escura e
melancólica,
Mostra mistérios e
até forma imagens
nebulosas,
Naquela magia numa
noite misteriosa.
Quero senti-la perto
de mim,
Tenho medo, mas
tenho de aceitar,
Pois sei que mais
cedo ou mais tarde,
Ela vai acontecer e
vai chegar.
Serra Negra
21/01/2007
***
13.
Medo de Mim
Nelim Monti
Quem pode entender
esse meu medo
Medo solene...
Da noite escura,
povoadas
de fantasmas do
passado
Que ficam
adormecidos
Esperando o sono
chegar
Para com o pesadelo
poder assustar
A você e a mim.
Quem pode entender
esse meu medo
Medo...da perda
Dos entes queridos
que voam mais alto
em busca de um vôo
maior.
Quem pode entender
esse meu medo
Medo...da partida
Porque aqueles que
partem
Em outra parte
buscam os sonhos
realizar
Quem pode entender
esse meu medo.
Medo...da despedida
Deixando um precioso
fardo
Olhando um lenço
branco acenando
se perdendo
E mãos postas
orando.
Quem pode entender
esse meu medo
Medo... do medo de
te perder
Querendo a posse de
algo que um dia se
desfaz
Ninguém pertence a
ninguém
Somos almas livres a
voar.
Porém na verdade, o
meu maior medo
É ter medo de mim.
Do apego que tenho
pelos seres
que cruzam meu
caminho
Mesmo sabendo que
esse é o maior
pecado
Julgando e pensando
ser tudo perene.
24/11/2004
***
14.
Medo
Lúcio Reis
Nada me amedronta
A covardia sim me
afronta
De que tem o poder à
mão
E sequer olha para o
chão
Não tenho medo de
nada
Pois estou no rol de
amigos
Do Nazareno, Deus da
criação
Temo, como humano
que sou
Cometer desatinos e
Dele merecer
recriminação
Mas pensando de
outro modo
Ah! Tenho medo sim,
e me importo
Até quase
esquecia-me de falar
De sem querer ferir
e matar
As amizades
conquistadas em cada
porto
Lembrei-me de outro
medo
E que me acompanha
desde cedo
De intrigas e
maledicências
Que causam situações
de reais indecências
Tenho medo dos
fracos e tolos
Aqueles que não
tentam subir
Mas querem sim, te
ver rolar escada
abaixo
E testemunhar teu
sucesso no escracho
E com prazer, se
esborrachar de rir
Tenho medo portanto
da mediocridade
E quando acima disse
não tenho medo
Não é uma
contradição
É que me dei conta
que sou de Deus
Filho e portanto
obra de Sua criação
Sou então, humano,
logo, cheio de
imperfeição
08/03/07
***
15.
Medo...
Tarcísio R. Costa
O medo da verdade me
aterroriza
Interioriza-se na
minha alma...
O terror me tira a
calma,
Principalmente, ao
lembrar do fim...
Nada é concreto, sem
definição,
Sinto-me aturdido,
Nesse caminhar,
perdido...
O medo me perturba
Nas noites e nos
dias,
Parece que pregar o
amor,
Transformou-se em
fantasias,
Cadê a verdade, a
sua fonte?
Quem souber, aponte!
Nasce-se, pela
lógica, para viver,
Viver como quando,
quanto tempo,
Se se vive para
morrer!
E depois, o que é o
fim?
Pensando assim,
Tudo é evasivo,
Cheio de
contradições...
Misturam-se alegria
e a dor,
Convivem o ódio e o
amor,
É um emaranhado, uma
confusão!
Nos púlpitos das
religiões,
Ainda se prega que
morrer é normal,
Ensinam-nos as
orações,
Para se atingir a
paz e o amor...
Pode ter alguma
coerência,
Comenta-se sobre a
violência,
Fala-se em bem-estar
social,
Vejo que tudo vai
mal...
Nesse permanente
arremedo
Sem concreta
solução,
Invade-me o medo...
Já não sei onde está
o amor,
Peço, então, a
presença do Criador
Nada mais é ledo,
Sinto-me sob ameaça,
invade-me o medo,
principalmente,
do fim....
***
16.
MEDOS...
Joaquim Sustelo
(em UM POUCO DE SOL)
Lá na caverna
Desses meus medos
Tenho segredos
E tudo hiberna
Como em degredo
Eles lá estão...
(Funda prisão
Que guarda o medo
E o segredo
No coração!...)
Não tenho medo
Da noite escura
Dessa loucura
De almas perdidas
Nunca fantasma
Me amedrontou
Nada me pasma
De suas vidas
- Que tenha medo
Quem os criou!
Não tenho medo
Nem de gigantes
Isso era dantes
Todo esse enredo...
Não tenho medo
Nem de morrer
Que isso vai ser
Mais tarde ou
cedo...
Mas um segredo
Que há lá guardado
Pobre coitado
Eu lhe concedo
Esse direito
De vir à tona...
Minha alma (dona)
Faz esse jeito...
Esse segredo
Vou-to dizer
(Ou tarde ou cedo
Tinha de ser...)
- Ele é o medo
De te perder!
***
17.
TIVE MEDO
Mifori
"Quero conhecer o
mundo com você!"
Assim que tracei
metas e objetivos,
Tive medo e senti um
grande tremor.
Ao rever a minha
vida e minha
trajetória
Conclui que medo se
vence com o amor!
Resolvi concretizar
os meus sonhos!
Dominar meus medos
enfadonhos!
Lembrei-me que tive
medo de nascer,
Tive medo de andar,
de ouvir, de falar.
Mas aprendi
caminhar, saltar e
correr!
Lembrei-me que tive
medo de crescer,
De fazer amigos, de
ir à escola, de
agir!
Mas aprendi com a
vida que pude viver!
Como é bom ouvir
vozes, sons, sorrir,
Ajudar as pessoas,
ensinar e cantar!
Lembrei-me que tive
medo de no trabalho,
De ser humilhado,
fraquejar ou ser
exaltado!
Tive medo de não ser
aceito pelo grupo,
De não encontrar
fórmulas ou atalhos,
Para os desafios,
com os meus
trejeitos!
Tive medo de me
doar, de construir
um lar,
De errar ao educar
meus filhos para a
vida!
Mas, aprendi com a
vida, que ela nos
ensina
A viver alegre, sem
sofrimento e sem
dor!
Banimos o medo se o
trocamos pelo amor!
Pensamento: "Se tive
medo de nascer,
aprendi com a vida,
a viver feliz, sem
medo de morrer” (Mifori)
***
18.
Medo...
Muriel Elisa Távora
Niess Pokk
Outrora fui
guerreira valente.
O medo, com audácia
enfrentei.
Plantei do amor a
semente
Pelos caminhos, que
andei.
Minha espada era a
fé,
Só a Deus eu temia.
Arrostei a cavalo e
a pé
Sozinha, sem
companhia.
Guerreei
corajosamente,
Por todos os meus
ideais,
A favor do
deficiente,
Para que tivessem
direitos iguais.
Hoje que me tornei
uma senhora,
Muitos receios
tomaram conta de
mim,
Sinto temores, a
toda hora,
O medo me venceu,
enfim.
Registrado em
Cartório
***
19.
Medo
Gildete Vieira
Do amanhã
Da perda
Violência...
Do desconhecido.
Das promessas
Não cumpridas.
Das garras da inveja
Dos falsos amigos.
Medo da dor
Do amor não
Correspondido.
Da covardia do
Próprio ser humano.
Medo que me
angustia.
Natal, 10/03/2007.
***
20.
Vida e morte
Anna Müller
Tenho medo do ar que
respiro...
da água que bebo,
do tomate e do
pepino que como.
Tenho medo do leite
da vaca
que já foi louca...
hoje talvez, doida
enrustida.
Tenho medo do xixi
dos ratos,
do coco dos pombos,
da garra dos
gatos...
Tenho medo do cão
treinado,
do homem armado pela
tecnologia.
Tenho medo da língua
maldita,
da falsidade atrás
do sorriso,
do olhar meigo da
traíra.
Da palavra honesta
que
não passa de
mentira...
Tenho medo do
remédio,
do médico que não é
médico,
Medo da protelação
daquilo
que não cura, mas
mata aos poucos...
Medo de carro de
bêbado que
mata mais que arma
em mão de bandido.
Tenho medo da raiva
e do ódio
que usa o pensamento
como arma...
Medo da ilimitação,
da ganância,
do poder absoluto...
medo da criança
revoltada
que foge de casa
e tenta matar a
revolta
cheirando cola.
Tenho medo do
psicólogo
que não sabe de si
próprio
e pensa que sabe dos
outros.
Tenho medo da chuva
que um dia
tornar-se-á ácido,
Tenho medo do escuro
que
cospe para fora os
meus medos,
Medo do silêncio
profundo
que carrega consigo
a solidão,
medo do vazio de
mãos dadas
com a loucura...
Medo da saudade
daqueles
que nunca mais terei
ao meu lado e rondam
feito sombras com
chicotes
nas mãos...
Tenho medo dos que
não perdoam,
imperam-se na
perfeição,
na superioridade
cósmica.
Medo da pulga atrás
da orelha...
que deixa a dúvida
de ir ou não,
agir ou não,
o sim ou não,
o viver ou não...
Medo da morte?
Não, não tenho medo
da morte.
A morte é o fim dos
meus medos...
é a Paz eterna
***
21.
Medo
Cássia Vicente
Não nascemos com
medo, aliás para
nascer
temos que ter muita
coragem, e temos!
Adquirimos o medo
desde que começamos
a compreender
tudo o que nos cerca
porque "ele" nos é
imposto...
O medo é o "bicho
papão" que assombra
nossa infância
e o trazemos junto
de nós pela vida...
É muito difícil
alguém não ter medo
do "bicho papão",
afinal ele nos é
apresentado e nos
mostram temido desde
que
nos entendemos por
gente e que se fizer
isso...ou aquilo...
pode acontecer
isso...ou
aquilo...Pronto! o
medo se instalou!
Mas, podemos e
devemos lutar com
esta fera com unhas
e dentes
mais tarde
aprendemos a
enfrentá-lo com
garra e sabedoria,
assim
o expulsamos e com
isso a vida se torna
mais suave e bela!
Hoje, eu não tenho
mais medo, enfrentei
a fera e encontrei
novos valores
(expulsei
deliberadamente os
falsos pré-conceitos
que me foram
impostos
e que nunca
questionei por
questão de confiança
e fidelidade)
acredito no meu
potencial e enfrento
o "bicho papão"
quantas vezes forem
necessárias para não
deixá-lo se apoderar
de mim novamente...
...aliás ele nem
sempre tem esta
coragem porque sabe
que não tenho
mais medo dele e nem
da vida!
Medo? onde???
Jataí.GO
12.03.07
22.
MEDO DE AMAR
Guida Linhares
Nunca tive medo de
nada,
nem do escuro, nem
do futuro,
nada me fazia tremer
nas razões,
paralisar atitudes
ou reações.
Até que voce
apareceu na vida
e um estranho
enfeitiçamento
apoderou-se de todo
o meu ser,
que só tinha olhos
p`ra te ver.
Mas tudo não passou
de ilusão,
traiçoeira na calada
da noite,
me mostrando a cara
da verdade,
e custei a crer na
infidelidade.
Mas se há pecados a
serem pagos,
que sejam ainda
nesta existência,
a vida sempre nos dá
o aprendizado,
equilibrando a
balança, nada fica
de lado.
Se antes o medo não
me paralisava
e não conhecia esse
ambíguo sentimento,
agora cresce em meu
peito esta defesa,
que está levando meu
coração à frieza.
Medo de amar e de me
entregar inteira
a um certo coração
ainda que amoroso,
demonstrando
carinho, afago e
ternura,
mesmo assim, meu
sentir está em
clausura.
Santos/SP
12/03/07
23.
MEDOS
Luiza Porto
Temos medo do
escuro,
do que tem do outra
lado do muro,
medo de solidão
da paixão.
Temos medo do outro
de ficar exposto
medo da rua,
numa noite escura.
Um medo tão louco
da violência, da
carência
medo da entrega
a um amor sincero.
Mas quando
enfrentamos
nossos medos
Uma nova vida
começa,
e nos entregamos
Sem medo.
24.
MEDO
Lívia Garcia
Medo é sentimento
Que assalta quem
viaja
Pois quem vive o
momento
Sempre se encoraja.
Mas se por um
instante
Pensamos no que virá
depois
Isso é mesmo
constante:
O medo assalta os
dois.
O que temo? Não sei
bem...
O que tiver de ser,
será
Mas não posso dizer
a alguém
Do meu amor sem
saber
Como ele reagirá!
Se me mandar embora?
Se me disser que sou
louca?
Se me acusar de
assédio?
Se me indicar outro
remédio?
Não, isso não posso
fazer
É o maior medo do
momento
Prefiro sozinha
sofrer
E esconder meu
sentimento!
Sei que ele há muito
já sabe
Tudo o que sinto,
que nem cabe
Neste peito, de
tanto amor
Mas se nada diz,
também não quer
E sua privacidade é
meu dever
Jamais, de modo
algum, invadir.
E o tempo passa.. |