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BRILHO DE MINHA ALMA
Susana Petraglia kovalczuk
Suflê de Alegrias
O que eu fiz de mim?
De todas as ilusões que tenho comigo?
Ninguém me falou deste brilho
Que pode ser a vida, e que agora consigo
Perceber a beleza e compartilho
A vida é bela, a vida é linda.
A vida é brilho; brilho que não finda!
Sempre fui uma pessoa alegre e feliz
Minha alma é pura e esfuziante.
E vivi por caminhos que sempre quis.
Cuidei sempre da veia poética,
Que me fez sorrir e crescer bastante
Que é uma alegria cantar
Este meu versar constante
Vivi com meus versos
Versos que são água e pão
Versos que são luzes
Luz desta alma errante...
Versos que são puro amor
Que ninguém me tirou
E esta alma navega... Navega...
Eu fiz de mim uma mulher alegre
Uma mulher saudável
Uma mulher centrada
Vida, luz realizações...
Com a vida dos meus filhos
Que os fiz felizes como eu sou
Coma garras de loba mãe
Terei flores e frutos, lindos netos
Agora que chegou a hora da colheita
Os filhos sobem a vida espalhando cores
Eu desço a minha com a alma refeita
Os olhos brilhando com a colheita
E um bom punhado de lembranças.
Farei versos sempre, sou poeta
Com olhos nas belezas da vida
E sentir, sentir para em horas quietas
Cantar, versar, versar e versar
Para que a poesia desperte consciências
Que se preocupem e façam felizes
As crianças os idosos e os doentes
E ainda terei uma colheita
Linda, farta, farta e farta
Para escrever, escrever e escrever
Que os frutos se colhem
À medida que se semeiam e plantam
E com isto estarei fazendo
Um bom suflê de alegrias
E servirei numa salva de prata
Num domingo de reuniões
Como foram os meus domingos
Ou quem sabe na noite de sábado
Igual a este nove de outubro
Em que vim a perceber
A vivência feliz que eu me impus.
E direi bom apetite
O suflê de várias alegrias
Vai fazer feliz a todos...
Conseguirei marcar este instante
Com aquele ferro medieval
Que não só marca, assina
E o tempo nunca mais apaga. |
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poema declamado por Anna Müller© |